04 junho, 2008

PERGUNTA Nº 114

O que pensar do livro “Conversas Com Deus” de Neal Donald Walsh? Qual a sua origem? Qual o seu objectivo? Seria o de substituir a Bíblia?

RESPOSTA
Estamos habituados a que, de vez em quando, surjam novos trabalhos com tácticas antigas. Há poderes que se degladiam nos ares, pois o Diabo não está de férias, nem sequer de fim de semana. E, certamente que o inimigo de Deus, e da Sua Criação, aproveita todas as oportunidades para tentar dar a volta às mentalidades dos pobres mortais.
Evidentemente que Satanás existe, está vivo e activo neste planeta. Inclusivamente, ele está até interessado em atestar a sua inexistência, como se lê a dado passo no referido livro “Conversas Com Deus”.
Satanás está activo, embora com algumas investidas muito mais fortes do que outras. Digamos que este lançamento do livro representa uma investida bem forte! Não se compara a outras recentes, como tivemos a ocasião de verificar, seja com “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” de José Saramago, ou “A Última Tentação de Jesus Cristo” que Martin Scorcese transpôs para o cinema. Não! Esta investida é muito mais profunda e está a produzir já os seus efeitos.
“Convesa Com Deus”, que a partir de agora designarei apenas por “CCD”, aliás, como faz o autor (Neal Donald Walsh) embora por motivos diferentes, é um livro bem escrito... diabolicamente bem escrito. O autor consegue manter uma conversa agradável com outro ser do mundo espiritual, que não é difícil de identificar. Ali, as coisas vão deslizando suavemente, tudo encadeado e com uma boa sucessão. Digamos, um doce corrosivo, com verdades bíblicas misturadas com mentiras satânicas, mas sempre com uma preocupaçao: Dizer aquilo que agrada ao comum dos mortais.
Ora, neste aspecto vê-se imediatamente a diferença entre este apócrifo e o Livro de Deus, a Bíblia Sagrada. Sim, como sabemos, Deus não diz o que as pessoas gostam de ouvir mas o que elas precisam de saber.
“CCD” tenta trazer para a mesa os assuntos mais prementes, colocados de uma forma natural. O lado humanista está sempre presente, salvaguardado, pois o espírito que fala do outro lado, e que o autor designa como Deus, conhece perfeitamente as vocações e tendências humanas. E então, tenta legalizar espiritualmente aquilo que de mais errado existe no ser humano. Nesse diálogo, o autor quase surge como um santo, comparado com as barbaridades que vão sendo ditas do “outro lado”.
A certa altura, o espírito, ao qual o autor concede atributos de divindade, diz-lhe: “Não há nada de errado em fazeres o que te agrada... errado é coisa que não existe. Existe apenas aquilo que não te serve... a culpa e o medo são os teus únicos inimigos”. Pergunta o autor: “Então, não devo culpar-me de nada?” Resposta do espírito: “Nunca, jamais. Para que serve isso? Só serve para que não gostes de ti próprio – e isso liquida qualquer hipótese de gostares de mais alguém”.
Numa nálise bíblica, e tendo em conta as afirmações deste espírito, que não é difícil saber de quem se trata, não há nada de errado; por isso Eva e Adão não pecaram, nem sequer erraram, e Jesus Cristo teria vindo em vão a este mundo, morrendo em nosso lugar! Teria sido um erro, embora aquele espírito diga que errado é coisa que não existe. E, se não há mal algum em fazer o que nos apetece, não seria necessário os pais educarem os filhos, porque assim as crianças poderiam começar logo a fazer o que lhes desse na real gana!
Se a culpa e o medo eram os únicos inimigos dos homem, logo o Diabo não era inimigo, talvez nem existisse como o espírito disse (livro 3, pg. 23). E para que não ficasse qualquer dúvida, o tal espírito (que o autor do livro chama Deus) afirma: “Não tens deveres para comigo nem para com os outros” (“CCD”, livro 3, pg. 19). Logo de seguida Neal Donald Walsh (o autor do livro) diz que tem sido muito egoísta, fazendo o que lhe agrada. A resposta do espírito é que não há mal algum nisso. E depois conclui: “Eu sou Deus... Eu sou a Deusa... Eu sou a luz e sou as trevas. A bondade e a maldade (pg. 28). É caso para dizer: Que grande barbaridade!
O livro “CCD” tem como objectivo principal substituir a Bíblia, aparecendo como única revelação verdadeira de Deus. No fundo, uma enorme cartada diabólica nestes tempos que se avizinham do fim. Seria caso para perguntar: “Então, se Deus existe há tanto tempo, só agora é que Se revelou? Tudo o que está na Bíblia está errado? Será que Deus mudou ou a Bíblia não é o Livro de Deus?
O “CCD” tem objectivos bem definidos. A certa altura diz o tal espírito: “Bem-aventurados os destemidos pois conhecerão a Deus. Isso significa que tens que ser suficientemente destemido para pôr de lado o que pensas saber sobre Deus”. Portanto, esta temeridade daria lugar a conhecer o tal espírito e direito à condenação eterna, porque tudo isto é contrário aos ensinamentos bíblicos.
No seu último capítulo, o autor de “CCD” faz referência às centenas de cartas recebidas semanalmente, ao boletim mensal que é publicado sobre estes assuntos e aos grupos que se formaram para estudar a obra que já vai no “livro 3”. O próprio livro traz várias direcções, um para quem quiser receber o boletim, outra para quem quiser fazer uma pergunta, outra para quem quiser participar em grupos de estudos sobre a matéria explanada no livro, etc.
No final, Neal Donald Walsh dá-se ao luxo de dizer o seguinte: “Alguma coisa do que passou através de mim está sem dúvida distorcida. Seria, portanto, um erro considerar este escrito – ou qualquer outro – sobre questões espirituais, uma verdade literal”. Grande jogada! Satanás sabe fazer as coisas. Nota-se aqui um ataque velado à Bíblia! E, quanto ao conteúdo de inspiração satânica, o autor pode estar bem sossegado que nada foi distorcido. O que lá está representa exactamente o que o Diabo quis dizer! Mais mentiras do que aquelas que lá estão não seria benéfico pois levantaria suspeitas em algumas pessoas.
O autor diz que depois de ouvir o tal espírito, esteve a compor as frases. Certamente, para aquilo que ele não conseguiu registar no momento em que foi ditado, recebeu inspiração suplementar e adicional para o fazer posteriormente.
O truque de Neal Donald Walsh já não é novo neste mundo, dito civilizado.. Já Bahaktivedanta Swami Prabhupada (mais conhecido por Srila Prabhupada), o fundador do Hare Krishna nos Estados Unidos, disse algo de semelhante, quando referiu que todos aqueles que se consideravam ser Deus na realidade eram cães!
Enquanto Prabhupada pretendia atingir a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, Neal Donald Walsh pretende neste livro atingir a Bíblia. Tanto um como o outro (e muitos outros) usam subterfúgios suaves, doces, de modo a que a mensagem apareça natural, deslizante, sem despertar abruptamente as consciências cristãs.
Diz ainda o autor na parte final: “O que aqui está escrito é uma mensagem importante. É uma mensagem que pode mudar o mundo. Muitas vidas foram já alteradas pela matéria das ‘CCD’. Traduzidas para 24 línguas e nas listas internacionais de bestsellers durante meses seguidos, encontraram o caminho até às mãos de milhões de pessoas por todo o planeta. Formam-se espontaneamente grupos de estudos das ‘CCD’ em mais de 150 cidades que cresce todos os dias”.
É, de facto, uma mensagem importante... diabolicamente importante, que pode alterar muitas vidas. Não tenho dúvidas disso! Qualquer obra pode alterar vidas, mas a Bíblia faz melhor: Renova e melhora muitas vidas porque ela é o Livro de Deus. Aliás, a Bíblia é de tal maneira o Livro de Deus que até prevê estas situações no final dos tempos!
Não tenho dúvidas de que há pessoas mal informadas acerca de Deus mas não é por falta de leitura de “CCD” (Conversas Com Deus) mas por falta de leitura bíblica!
Temos de ter cuidado com as revelações de última hora, cuidado com os apócrifos. Cuidado com os “santos dos últimos dias”. Aliás, cuidado com tudo. A Bíblia continua a ser a Palavra de Deus; refiro-me a Bíblia verdadeira e não à deturpada “Novo Mundo”.
O “CCD” está nas listas de bestsellers de vários países do mundo. É possível que venha a estar nas listas portuguesas. Para isso basta que 2 ou 3 por cento dos cristãos evangélicos portugueses comprem o livro. Uns por pensarem que é um livro evangélico, ou pelo menos bom por falar de Deus e outros para analisarem o mesmo e ficarem na posse dos conhecimentos.
Daqui lanço um apelo ao povo evangélico português: Não comprem o livro, como eu não comprei. Há processos de analisar o mesmo sem o comprar. Não entremos nas listas de vendas, perfeitamente controladas e contabilizadas. O povo de Deus não deve contribuir para que uma obra blasfema constitua um êxito... um bestseller!
Autor do Artigo;
Agostinho Soares

1 comentário:

Tania disse...

Recebi e quis Partilhar contigo...


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SOU TEU FÃ!!!
Estou nesta também....
Agora kero ver

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Já ganhaste a tua estrelinha, agora vou
ver se ganho a Minha Também.
Passa para os teus AMIGOS,
e ganha mais Estrelinhas.
Manda-me de volta se fores meu Fã.
Beijinhos