01 junho, 2008

EDUCAÇÃO SEXUAL

Como cristãos, a nossa perspectiva sobre o corpo assenta neste princípio bíblico: o nosso e pertence-lhe
O sentido do corpo
Ao pensar na sua origem como pessoa, David dizia a Deus: "Pois possuíste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe..." (Salmo 139:13-16)
Como cristãos, sabemos que o nosso corpo é, antes de mais, um projecto de Deus, minuciosamente preparado para cumprir o Seu propósito. Muito mais do que o encontro casual entre um óvulo e um espermatozóide, somos fruto do poder criador de Deus, que nos delineou de acordo com os seus elevados desígnios.
A quem pertence agora o nosso corpo? Na campanha do referendo para despenalização do aborto, vimos enfatizado esse sentido de posse em quem defendia que a mulher deveria ser livre para fazer o que quisesse, abortar ou prosseguir com a gravidez, porque sobre o seu corpo deveria ser ela a decidir. O corpo foi aí encarado como propriedade sua. A Bíblia diz-nos que o nosso corpo, de facto, não é nosso, pertence a Deus. "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios 6:20)
Assim, como cristãos, a nossa perspectiva sobre o corpo assenta neste princípio bíblico: o nosso corpo foi feito por Deus e pertence-lhe. Deve ser, por isso, objecto do nosso maior respeito e apreço, independentemente do momento mais favorável ou adverso que, em termos pessoais, estejamos a viver. Este tem de ser o pressuposto de base de um programa de educação sexual que se pretenda saudável.
Será educação?
Hoje a educação sexual é uma necessidade enfatizada em quase todo o mundo, preocupação que decorre sobretudo do número crescente de adolescentes grávidas e da propagação de doenças sexualmente transmissíveis. A transmissão do vírus HIV tem assumido proporções assustadoras e os casos de SIDA são um sério problema de saúde pública a nível mundial.
Os programas de educação sexual, de um modo geral, têm colocado a ênfase na intimidade sexual protegida ou seja, no aspecto mais mecânico/químico da relação. É indiscutível o papel preventivo do preservativo, capaz de travar substancialmente esta vaga penosa de doença e problemas sociais e familiares graves daí decorrentes. Contudo, pelo facto de um jovem ter acesso a preservativos e fazer questão de os utilizar sempre que tenha uma relação sexual, não se pode assegurar que ele está sexualmente educado. Não devemos ficar tranquilos, acreditando que, por isso, ele está a viver a sua vida.
Sexual de um modo saudável. Ele está a proteger-se de doenças e de uma gravidez indesejada, apenas isso - uma pequena peça do quadro vasto e profundo que é o sentido da relação sexual.
Satisfação e saúde sexual
Educação sexual significa, antes de mais, promover no jovem:
-Recursos pessoais de conhecimento da anatomia e do funcionamento do seu corpo, de valor próprio, de investimento afectivo, de respeito por si mesmo e pelo outro. O sentido afectivo da relação tem de impregnar o acto sexual para que ele atinja o seu pleno significado. E uma entrega com consequências pessoais tão marcantes que só deve ser feita com alguém que ame muito. Quanto? Que ame tanto que aceitou estabelecer com ele/ela um compromisso de casamento. Estimular no jovem uma entrega a diferentes parceiros sexuais, sempre que desejedesde que utilize o preservativo, é desvirtuar o sentido do valor e do respeito por si mesmo e pelo outro, que não há preservativo que lho assegure, transportando-o a experiências sexuais que ficarão muito aquém da entrega baseada numa consistente relação de afecto e que perturbarão o seu sentido de investimento íntimo.
-A capacidade de encarar uma gravidez, gerar vida a partir da sua vida, com sentido de responsabilidade a que se associe o prazer de saborear esse grande privilégio de ser pai ou mãe, oferecido por Deus.
-A capacidade de proteger a sua intimidade física do abuso sexual e de promover a segurança dos que estão à sua volta.
O papel dos pais
Não incorramos no erro de esperar que os adolescentes aprendam por si mesmos nem de delegar essa tarefa em outros, sejam eles professores, profissionais de saúde ou lideres na igreja. Aos pais cabe um papel primordial e íntransmissível, já referido no texto bíblico:
"E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te." (Deuteronómio 6:6,7).
O papel da escola
O envolvimento escolar nesta problemática tem-se revelado polémico em alguns países, tendo sido criados também diversos programas de educação sexual. Há até quem defenda que a educação sexual deve caber exclusivamente aos pais ou encarregados de educação. Colocam-se aí duas questões:
-Há pais que não se mostram capazes de o fazer, por diferentes motivos. Aí a
Escola constituirá uma alternativa de ensino.
- Os pais que se sentem desempenhar essa função en com frequência, alguma resiste parte dos filhos, que não se vontade para abordar o assui eles ou pela sua postura cone tão comum face aos valores Ao entrar numa nova desenvolvimento cognitiv: adolescente passa a ter acaso operações formais, à capacidade abstracção, soltando-se realidade das experiências co onde até aí se movia exclusiva Capaz agora de tecer um hipóteses e de as testar pela mostra-se mais capaz e atrai: possibilidade de esgrimir argurre desafiar a autoridade e os pr veiculados pelos pais. Associa-sd frequentemente, o sentido! invulnerabilidade, expresso convicção de que a mim ná sucederá isso, não vou ficar doer: vou ficar grávida/engravidar z\ tenho nas mãos o controle da vida, nada me aSectarz. Por outra a atracção por emoções fortes sentido de aventura e até pelo joga a morte, propiciam o envolvimento comportamentos de risco.
Neste contexto, à escola cabe-o; valioso papel de reforço de principio valores. Será mais uma voz de ai; ensino, num meio que faz integrante da vida do adolescente que não deveremos prescindir, estará mesmo a ser um re: adicional?
A experiência em Portugal
Muitos pais têm manifestado a| preocupação, e mesmo indignação. os conteúdos de natureza sexual, a| não poderemos chamar educação, foram transmitidos em algumas es: no nosso país. Ensinar à criança consistem diferentes formas de sex o acto sexual não satisfaz qualidade necessidade sua. Trata-se de rouba um direito que lhe assiste, c inocência, e trazê-la abruptamente 0 mundo sexual dos adultos, conceitos e práticas que ela não maturidade para entender ou daí qualquer proveito, deixando-a perg: e confusa, desprovida de meios descodificar mensagens que não aplicam ao seu estádio desenvolvimento físico, mora> emocional. Se é grave trazerem conhecimento sexual tarde demais, é igualmente preocupante expor extemporaneamente a criança ou o adolescente a conteúdos sexuais próprios de adultos, perturbador na construção do seu sentido de identidade e dinâmica sexual, que se pretendem saudáveis. São inúmeros os exemplos disso, seguidos em psicoterapia. É imperioso acautelar este aspecto, apresentando programas de educação sexual devidamente adaptados ao nível de desenvolvimento da população escolar a que se destinam

Transmitir vida
Seja pai ou professor, para prestar um bom serviço de educação sexual a uma criança ou a um adolescente, o primeiro passo não reside na aquisição de grande quantidade de conhecimentos sobre essa matéria. É preciso, antes de tudo o mais, ser uma pessoa sexualmente saudável.
Tem-se dito que na comercialização de material de natureza sexual, quanto mais perverso mais rentável. A avidez pelo lucro vai produzindo assim uma gama vasta de conteúdos verbais e de imagens impregnados de morbidez e mesmo patologia, que vão adulterando o sentido de satisfação e realização saudavelmente subjacentes ao acto sexual tal como foi concebido. Muitos adultos têm uma vida íntima perturbada por factores diversos e precisam, primeiro que tudo, de receber ajuda até que se sintam capazes de assumir a responsabilidade de transmitir informações e esclarecer dúvidas no processo de ensino aos mais novos.
A Bíblia diz que "A boca do justo é manancial de vida." (Provérbios 10:11). Que cada pai e cada professor busque de Deus a sabedoria necessária para transmitir vida na sua relação com os alunos, como modelo de identificação e como veículo de informação, começando pela sua vivência pessoal. Existe um manancial de vida a ser patinhados .
Sejamos participantes dessa Bênção.
Autor do texto Bíblico
Bértina Tome

3 comentários:

mamanunes disse...

Oh meu irmão! Que Deus possa nos dar sabedoria para lidar com o mundo nesses tempos.
"Não por força nem por poder, mas pelo Espírito, diz o Senhor"
Graça e paz!

pedro aurelio disse...

Paz do Sr. meu querido irmão na fé.
Desde já quero agradecer a sua visita ao meu blog que tenho posto textos variados temas de abordagem nos dias que correm Hoje .
Quanto ao que o querido irmão disse e verdade muitos pastores não aborda-o este tema que tem uma importância tremenda nos dias de hoje , ao pé da juventude.
Tenho falado sobre estes temas com um irmão meu que e pastor e ele diz que a pessoas que não aceitam que se fale este tema nas igrejas pk não entendem a importância que tem no meu da juventude crista .
Ele me diz que e muito complicado falar sobre isso mas acredito que haverá dias que as pessoas pediram para que estes temas sejam falados nas igrejas , estou ansioso por ver isso .
Querido irmão gostava de ter um mail do irmão para poder enviar de vez em quanto as novidades que ponho no meu blog o seja os textos que me são dados para esse sentido de fazer entender a palavra de Deus e os costumes murais nos nossos dias .
Fique com a paz de Deus
Pedro Aurelio

Marcos Tuler disse...

Caro irmão Pedro, esse tema é de suma importância no meio cristão. Infelizmente muitos pastores preferem ignorá-lo. Por isso tantos problemas nesta área. A Palavra de Deus é riquíssima sobre a área sexual. Não há como sermos ludibriados pela força da media e dos formadores de opiniões da actualidade. Precisamos manter nossa santidade diante de Deus no que diz respeito ao nosso corpo. Deus o abençoe ricamente, em Cristo.

Pr. Marcos Tuler