07 julho, 2006

FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO

Vamos abrir as nossas Bíblias em Levítico cap. 16 3 Entrará Arão no santuário com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 4 Vestirá ele a túnica de linho, sagrada, terá as calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com o cinto de linho e se cobrirá com a mitra de linho; são estas as vestes sagradas. Banhará o seu corpo em água e, então, as vestirá. 5 ¶ Da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 6 Arão trará o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa. 7 Também tomará ambos os bodes e os porá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. 8 Lançará sortes sobre os dois bodes: uma, para o SENHOR, e a outra, para o bode emissário. 9 Arão fará chegar o bode sobre o qual cair a sorte para o SENHOR e o oferecerá por oferta pelo pecado. 10 Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o SENHOR, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário.

17 Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer propiciação no santuário, até que ele saia depois de feita a expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.

19 Do sangue aspergirá, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificará, e o santificará das impurezas dos filhos de Israel.

27 Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne e o seu excremento se queimarão.

34 Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés.

Pai, nós entregamos a Ti, mais uma vez, confiadamente a Tua palavra. Nosso desejo é podermos ver um pouco mais da glória da pessoa e obra do Senhor Jesus. Obrigado pelo firme fundamento que temos em Ti Senhor. Obrigado por essa tão grande salvação que o Senhor já efetuou. Abra os nossos olhos para que possamos ver com mais clareza, aquilo que o Senhor já fez. Pedimos que o Senhor mesmo lance luz sobre nossas almas e sobre a Tua palavra. Em nome de Jesus. Amém.

Irmãos. Seria conveniente hoje nós fazermos um pequeno resumo gráfico dessa cerimônia narrada no cap. 16 de Levítico para que possamos pegar alguns pontos principais, já que nós estamos usando esse texto, é claro, não apenas como propriamente um objeto de estudo, muito menos de curiosidade, sobre o que se fazia nesse grande dia para o povo judeu, que falava a respeito de um outro dia, muito maior do que ele mesmo, anunciava um dia que viria quando Cristo, o cordeiro eterno de Deus, encarnado, iria à cruz para realizar Expiação, como é o nome desse dia aí. Grande dia do calendário judaico, das festas judaicas. O maior dia do ano. O dia da Expiação. Os irmãos vejam que, acima de tudo, o Senhor queria gravar de forma mesmo gráfica, algo no coração, na mente, nos sentimentos até daquele povo de uma forma indelével, de uma forma que não pudesse ser removida, de uma forma profunda, de uma forma marcante, aquele grande dia. Irmãos é claro, que se isso é assim, o Espírito Santo, através de todos os detalhes, deseja nos falar algo, porque o Espírito Santo nunca é prolixo. Nós é quem somos. Nós, tantas vezes, para vergonha nossa, falamos tanto para dizer pouca coisa. Espremendo o que tantas vezes falamos, conseguimos colher um copinho de grãos. Mas não é assim com o Senhor. Tudo o que o Senhor fala é de alta qualidade. É a palavra de Deus. A palavra de Deus é viva e eficaz. A palavra de Deus é preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali. Cada falar do Espírito Santo é um falar que visa em primeiro lugar, a revelação do nosso Senhor como Ele é, e em segundo lugar, e por conseqüência, a transformação de nossas vidas, à sua própria imagem. Isso é o propósito da palavra de Deus. Por isso Isaías diz que a Sua palavra nunca volta para si vazia, mas sempre faz o que lhe apraz. Então nessas ordenações tão detalhadas do cap. 16, nós estamos vendo acima de tudo uma cerimônia muito gráfica. Os irmãos vejam que há detalhes muito minuciosos nessa cerimônia. Arão deveria estar realmente muito afinado com essas ordenações de Deus para que ele não desse passos em falso, porque ele tinha ordenações muito específicas com relação a como se lavar, como se vestir, como fazer com o sangue, quantas vezes até mesmo borrifar aquele sangue, aspergir aquele sangue no altar do holocausto, quatro pontos dos chifres, e depois lá dentro, daquele quarto mais secreto, escuro, sem janelas onde ninguém entrava, onde então somente ele, neste dia, tinha autorização para entrar, esse chamado grande dia da Expiação. Ele entrava ali e tinha que fazer algo muito específico ali, entrar ali com o seu incensário, com aqueles dois punhados de incenso sobre as brasas, tiradas do altar lá de fora, brasas naquele incensário portátil, não o altar de incenso - o altar não era movido para dentro do santuário, mas um incensário portátil, onde ele punha brasas do altar, e incenso que ele tirava do altar de incenso. Ele colocava em cima daquelas brasas e aquilo começava a fumegar. Então ele entrava naquele véu, no segundo véu, aquele lugar por um lado terrível, o lugar da Shekina, o lugar da glória de Deus. Nós sugerimos aos irmãos que comparassem o cap. 10 de Levítico com o cap. 16, para verem a singularidade desse dia, e a importância daquela entrada de Arão ali, porque embora não seja absolutamente claro, mas há uma sugestão muito forte na Bíblia, de que os dois filhos de Arão, morreram por entrarem no Santo dos Santos indevidamente, porque quando você vê a ocasião do cap. 10 dizendo que eles trouxeram fogo estranho diante do Senhor e foram fulminados, aquela expressão “diante do Senhor”, com quase toda a certeza se refere à Arca da Aliança, ao propiciatório, à Shekina, à presença do Senhor, ali onde o Senhor manifestava a sua presença, que não era naquele ambiente anterior chamado lugar Santo, mas nesse ambiente mais interior, esse que ninguém tinha autorização para entrar. Só Moisés e Arão. Assim mesmo, Arão, uma vez por ano. Moisés tinha um acesso livre a este lugar, porque o Senhor se manifestava ali naquela Shekina de cima do propiciatório e falava com Moisés. Ele não tinha impedimento de entrar ali, e ali ele tinha comunhão com Deus face a face. Mas, o sumo sacerdote Arão, como representante do povo, ele só tinha acesso a esse lugar uma única vez ao ano. E ele tinha acesso uma vez ao ano, para que ficasse gravado na mente do povo, que aquela oferta, aquele ato, até mesmo aquele dia, ele não resolvia o problema da separação do povo do seu Deus, de uma vez por todas. O próprio fato de Arão entrar uma vez por ano, era uma prova de que aquele sacrifício eram transitórios. O livro de Hebreus diz assim: Hebreus 10:3 Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos. Que expressão interessante lá de Hebreus. Recordação de pecados. Todo ano quando você celebra o seu aniversário, faz recordação do dia do seu nascimento. O autor de Hebreus diz que quando o sumo sacerdote entrava no santo dos santos, aquilo era uma recordação de pecados. Coisa impressionante. Os irmãos vejam que pecado é algo muito sério à vista de Deus. É algo para ser recordado todo ano. O povo não podia esquecer quem eles eram. Pecadores, inadequados ao obter por si mesmos, um acesso a Deus. Inadequado. Eles precisavam de alguém que pudesse obter esse acesso, representando-os, em primeiro lugar, alguém que pudesse estar lá por eles, e não só isso, alguém que fazendo essa obra pudesse conceder a eles, um lugar nesse acesso. Então irmãos, esse maravilhoso livro de Hebreus, que trás o livro de Levítico para a luz - é isso que faz Hebreus - trás Levítico para a luz. O livro de Hebreus conduz a expressão sangue de Cristo. Se você consultar no livro as vezes que aparece, é muito tremendo. Você vê que o sangue de Jesus é mostrado no livro de Hebreus, como aquele sangue com o qual o Senhor fez em primeiro lugar uma eterna redenção. O sacrifícios no dia da expiação, esse dia em que Arão entrava nesse quarto da presença imediata de Deus, esse Santo dos Santos, onde havia aquela arca, a Shekina, a glória de Deus, de tal forma ali santa, perfeita, e que se algum homem desavisado entrasse ali ia morrer queimado, a Bíblia diz que os filhos de Arão eles foram incendiados quando entraram ali. Eles morreram queimados na presença do Senhor, porque o Senhor habitava com o seu povo ali, naquele quartozinho. Os irmãos imaginem aqueles dois homens entrando ali, na comunhão com o próprio Deus face a face. A Bíblia diz em Levítico que suscitou-se um incêndio da parte do Senhor. Aqueles homens foram retirados naquela condição dali. Moisés ainda diz para Arão: “Não lamente pelos seus filhos”. Irmãos. Vocês já pensaram na cena? “Arão não lamente pelos seus filhos”. Como se Deus tivesse tido um ato de falta de piedade, de misericórdia para com ele. Não lamente pelo seu filho. Não saia da porta da tenda da congregação. Não vá enterrar seu filho. Fique aqui no seu lugar, porque a santidade de Deus foi vindicada, porque eles entraram onde eles nunca poderiam entrar. Porque eles entraram completamente desarmados daquilo que Deus reivindicava, porque eles entraram assumindo uma posição que nem mesmo era deles. Eles não tinham direito. Só o seu pai Arão tinha direito, e somente uma vez por ano. Então era como se Moisés estivesse dizendo: Arão, não tome essa cena terrível toda como um lugar de auto piedade no seu coração. Não pense que o Senhor agiu de uma forma má com os seus filhos - usando as minhas palavras - mas veja Arão que Ele vindicou a sua gloriosa santidade. E qualquer outro que tomar a mesma atitude vai ter o mesmo resultado, até mesmo você, se entrar lá como se deve entrar. Então irmãos, essa atitude de Deus no cap. 10 de Levítico, fala muito sobre o Deus que Ele é. 1ª João diz assim: 1 João 1:5 Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Como é que nós podemos manter comunhão com Ele? De forma nenhuma, a não ser por um único caminho, e João continua dizendo lá na sua epístola, que nos aproximamos dele, temos comunhão com ele, com apenas uma segurança: 1 João 1:7 ............. e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. O autor de Hebreus diz a mesma coisa no cap. 10. Ele fala assim: então, depois de falar tanto sobre Jesus, tanto sobre a obra de Jesus, tanto sobre o sangue de Jesus, lá quase no final do livro, no cap. 10, no verso 19, é que o autor então diz assim: Hebreus 10:19 Tendo, pois (conclusão de tudo o que já falou), irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, Vocês se lembram dos filhos de Arão? Eles tiveram intrepidez para entrar, uma intrepidez natural, trazendo um fogo estranho, entrando em um lugar que eles não podiam, e de uma forma que eles não deviam. Tiveram intrepidez humana, vaidosa, carnal, e foram fulminados. Mas o livro de Hebreus diz assim: Hebreus 10:19 Tendo, pois, irmãos (nós agora), intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Que coisa importante a nossa compreensão disso irmãos !! Nós entramos por um caminho aberto pelo sangue do próprio Senhor Jesus. Nós não temos medo, nós não temos nenhuma vergonha. Nós não temos nenhuma intrepidez carnal. Nós não temos nenhuma condição de terror. Nós temos uma condição de temor, mas não de terror, porque o autor de Hebreus diz então que esse caminho foi aberto pelo sangue precioso.

Então nós falamos na reunião anterior e paramos aí para podermos prosseguir hoje, que por causa dessa verdade ser tão tremenda, há sim, como um fio de prata, já que a prata na Bíblia é uma figura da redenção, da expiação. Há como que um fio de prata, que passa por todas as escrituras: de Gênesis até Apocalipse. Lá em Gênesis 3, você vê o fio começando, quando Deus mesmo veste o casal de vestimenta de pele, aquele animal que foi imolado lá no Éden para cobrir a nudez, a alienação que o pecado do homem havia produzido na relação dele para com Deus. Então, lá no Éden, lá no cap. 3 de Gênesis, aquele fio começa e os irmãos vêm aquele fio por toda a Bíblia. Não é assim? Lembra que nós falamos? Se você vai para o livro de Êxodos, você vê o fio de novo, no livro de Êxodos. Você vê que o povo, para sair do deserto, o sangue do cordeirinho foi oferecido. O sangue foi passado do lado de fora da porta. Não é assim? A carne foi comida lá dentro pelos judeus. Através daquele sangue do lado de fora, o Anjo destruidor passou por cima dos filhos de Israel. Depois os irmãos vão para o deserto e vão ver a mesma coisa, no livro de Levítico, livro de Deuteronômio, Números mesmo, mesma coisa. Qual o centro do mover de Deus ali naquela jornada com o povo no deserto? Era o Tabernáculo. Qual era o centro do Tabernáculo? Era a Arca da Aliança. O que é que se fazia na Arca da Aliança, uma vez por ano? O derramamento do sangue, celebrando a Expiação, a relação com Deus, baseada no sangue. Então os irmãos vêm aquele fio de novo. Esse fio nunca se perde. Depois o povo entra em Canaã, a mesma coisa. O Altar é erguido, a adoração é resgatada. Depois o templo é construído. Mesma coisa, mesmo sacrifício, mesma adoração. Depois o povo de Deus vai cativo para a Babilônia, pelo juízo de Deus. Depois volta para Israel, tudo queimado, tudo destruído. O Altar é levantado em primeiro lugar. Então os irmãos vejam que o Altar está sempre no centro, da mente do povo, do coração do povo, do culto do povo. Um culto sem altar não é culto. Se nós não cultuamos o Senhor baseado no Altar, nós não cultuamos de jeito nenhum. Nós não podemos cultuar a Deus sem Altar. Nós não podemos cultuar a Deus com boas obras. Não podemos cultuar a Deus com nada que haja em nós. Nada. Nós só podemos cultuar a Deus sendo gratos a Ele, pelo Cordeiro que Ele nos deu. É assim que nós cultuamos. Lembra o salmista no Salmo quando ele fala assim: Salmos 116:12 Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo? Ele primeiro faz uma pergunta. O que é que eu te darei por todos os seus benefícios para comigo? Ele não responde com nenhuma dádiva propriamente dita. Ele fala assim: 13 Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR. Os irmãos estão vendo? Nós não temos nada para ofertar a Deus a não ser o seu Cordeiro, o cordeiro que nos foi dado. Deus nos deu o Seu Filho e nós ofertamos o Seu Filho para Ele. Como que nós ofertamos o seu Filho para Ele? Adorando o seu Filho. Amando o seu Filho, cantando ao Seu Filho; falando do seu Filho; servindo o seu Filho na vida da Igreja. Não é? Então irmãos, o Altar é o foco, é o centro. Por que é que nós celebramos a mesa do Senhor? Vez após vez a mesa do Senhor? Pelo mesmo motivo. Porque esse fio de prata, a expiação, ela permeia toda a revelação de Deus. Nós não podemos deixar de celebrar a mesa do Senhor, até que Ele venha, como Ele nos ordenou na sua palavra. Por que irmão? Porque o Senhor quer manter diante de nós duas grandes verdades. Qual a primeira? Nós somos pecadores. Qual a Segunda? Cristo morreu por nós. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de que? De ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, nós seremos salvos pela Sua Vida, estando já reconciliados pela sua morte. Então os irmãos vejam que é um fio de prata, é um fundamento. As tábuas do tabernáculo tinham base de prata, as tábuas da tenda da congregação, no tabernáculo. As bases eram de prata porque a prata na bíblia fala de redenção, fala de Expiação. Isso é base de tudo irmão. Nós não podemos edificar nada em outra base a não ser nessa: o sangue precioso do Senhor Jesus. A intercessão, única, do Senhor Jesus para conosco. A única intercessão. Os irmãos vejam quão sólido e sério é esse fundamento. Alguns hoje, nesse grande ramo chamado cristianismo tem tentado edificar sobre outro fundamento. Paulo diz que ninguém pode edificar sobre outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. (1ª Coríntios 3:11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.) Mas alguns tem tentado colocar ao lado de Cristo, co-redentores. Irmão. Não existe nenhum “co” ao lado de Cristo. Cristo é sozinho. Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens. Cristo Jesus, Homem.( 1 Timóteo 2:5). Então os irmãos vejam que essa cerimônia tão gráfica, como temos falado, do dia da Expiação, é para deixar isso muito claro, que só há um modo de nós sermos expiados - expiar significa tirar a culpa, cobrir o pecado. Tem todos esses sentidos. Desviar a ira. Todos esses sentidos, estão contidos nessa palavra Expiação, ou na palavra Propiciação. Tanto faz.. São relacionadas. Intercambiáveis. Tirar a culpa, tirar a ira, cobrir o pecado. Tudo isso está contido na Expiação. Agora então, o que é que o nosso Deus, o que é que o nosso Espírito Santo, usando essa simbologia tão linda de Levítico, quer gravar no nosso coração sobre Expiação? Vamos prosseguir um pouco nos detalhes. O que é que nós vimos na reunião anterior? A primeira coisa está lá no verso 17. Levítico 16:17 Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele (Arão) entrar para fazer propiciação. Nenhum homem. Olhem que expressão linda irmãos.. Quando você lança a luz do Novo Testamento sobre isso, olhe o que você vê sobre esse versículo. Por que Paulo em Timóteo diz assim? Há um só Deus. Isso nós somos claros. Não é? E há um só mediador entre Deus e os homens. Nenhum homem estará na tenda da congregação quando Ele entrar. Paulo aos Coríntios diz assim: 2 Coríntios 5:19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Nenhum homem. Nenhum homem participou disso. Nenhum homem tinha capacidade disso. Nenhum homem estará na tenda da congregação. Arão faria essa obra sozinho. Irmãos. Esse era um dia muito singular, porque nos outros dias havia turnos de serviço de sacerdotes. Os irmãos sabem disso. Turno da manhã, turno da tarde, muitos sacerdotes servindo. Os filhos de Arão, os outros levitas, mas esse dia era um dia quieto. Esse dia era um dia pacato. Era um dia muito simples. Era um dia que até Arão mesmo tirava aquelas vestes imponentes dele, as vestes multicoloridas e colocava uma veste especial para esse dia, uma veste toda branquinha. Mitra de linho, cinto de linho, calção de linho, túnica de linho. Vestes sagradas para que ele pudesse entrar no santuário sozinho, ninguém mais servindo. Nenhum sacerdote perambulando por lugar nenhum, nenhum animal mais sendo morto, nenhum judeu trazendo nada, mas Arão sozinho fazendo todo esse serviço. Que cena mais linda. Nenhum homem entrará. Ninguém vai acompanhar Arão, porque ninguém acompanhou Cristo. Ninguém vai oficiar junto com Arão, porque ninguém oficiou junto com Cristo. Esse lagar da ira de Deus sobre o pecado o Senhor Jesus pisou sozinho. Não há ninguém que você possa colocar do lado dele como co-redentor, porque esse lagar ele pisou sozinho. Ele é o único mediador entre Deus e os homens. Nenhum homem estará na tenda da congregação. Que figura linda daquilo que o Senhor Jesus iria realizar depois. Não é? Olhe mais para a frente de novo, no versículo 31. Também já falamos na reunião passada. Levítico 16:31 É sábado de descanso solene para vós outros. O que é que você acha dessa expressão irmão? Não é linda? O que é que nós vemos a religião pregar? Faça o que você puder para ganhar pontos com Deus. Você vai se justificar, vai produzir boas obras, vai fazer penitência, vai observar aquele dia, outro dia, outro dia. Vai fazer o que puder e quando você morrer a sua sorte vai ser decidida. Depende de como você viveu, para onde você vai. Não é assim? Não é assim. Isso é uma heresia, uma coisa estranha à revelação bíblica. A Bíblia diz que quando o Senhor Jesus oficiou lá na cruz do Calvário, o Verbo eterno de Deus, naquele dia de se oficiar do Senhor Jesus, é sábado solene de descanso, porque ninguém pode fazer nada nesse dia, aceitável a Deus. O sábado era a marca da aliança de Deus com o seu povo. O sábado vem desde aquela ordenação lá do Éden. Marca o descanso. Deus operou, trabalhou, trabalhou o primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, quarto dia, quinto, sexto dia e no sábado é o descanso de Deus. É claro que Deus não tinha cansado irmãos. Essas são palavras antropomórficas, para nos ajudar a compreender o significado disso. Deus não cansa. Ele é Deus. Não é? Então o que é que significa Deus descansou? O que é que será que significa? Significa que Deus obteve, depois de todo aquele propósito definido dele na sua criação, Ele obteve um dia de satisfação. Esse é o sentido da palavra descanso. É um dia de regozijo. Quando diz: descansou Deus, significa: Ele está satisfeito com o que Ele fez. É o dia da satisfação de Deus. Não é que Ele está cansado. Ele precisa do sábado. Aquele dia foi tirado lá da criação. No sétimo dia Deus descansou das obras que fizera. Significa que regozijou. Ele estava satisfeito, Ele estava pleno. E os irmãos vejam que o dia da Expiação era num sábado. E essa é uma marca importante. Não era nenhum outro dia da semana. Era o sábado, porque era o dia da satisfação, também muito importante. E que satisfação? Deus se satisfez plenamente, em Cristo. Você lembra o que é que o livro de Hebreus faz? Sempre nós temos que manter juntos Levítico e Hebreus. O que é que o livro de Hebreus vai fazer? Vai mostrar que Cristo é o nosso Sábado de descanso. Lembra no cap. 4? Fala assim que havia um sábado lá na criação, onde Deus descansou das obras que Ele fez. Leia o capítulo 4 de Hebreus para você ver. O início do capítulo. Deus descansou das obras que Ele fez. Depois ele mostra que aquele descanso era um descanso figurado, e então quando Deus tirou o povo do Egito, pelas mãos de Moisés, Moisés não deu descanso para aquele povo, mas Josué levou o povo para Canaã, que era a terra de descanso. Então aparentemente o povo chegou no descanso, mas também não, porque aquele descanso era simbólico. A terra não podia dar o descanso que Deus queria dar para o povo, porque o descanso não é geográfico. O descanso não é Canaã. O descanso de Deus é o quê, irmãos? Se Deus é Espírito, o descanso de Deus é espiritual. É claro. O descanso de Deus não é Canaã. Então você vê a linguagem de Hebreus 4 como é linda, trazendo o livro de Levítico para a luz. Quando Josué entrou em Canaã, ele não levou o povo ao descanso pleno, espiritual. Não. Ele ainda era uma figura. Então aí o autor de Hebreus vai falar assim: É por isso que Davi - Davi não viveu muito depois de Josué ? Então o autor de Hebreus vai falar assim: é por isso que Davi muito tempo depois falou de descanso de novo, dizendo assim: resta um descanso para o povo de Deus. São três descansos. Um descanso está falando do sétimo dia da criação, o outro que Josué quando conduziu o povo, e o outro quando Davi falou, mas em nenhum dos três, obteve o cumprimento real. Esse é o tema de capítulo 4 de Hebreus. Então aí o autor fala assim: Hebreus 4:11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. Qual descanso que o autor de Hebreus está falando para os seus leitores hebreus e para nós? O descanso que está em Cristo. Ele está dizendo: o que é que vocês estão fazendo voltando para o judaísmo? Os hebreus estavam sendo conciliados a isso. Vocês acham que o cristianismo é maior do que o judaísmo? O judaísmo foi dado por Deus, oráculo de Deus, pelas mãos de Moisés, pelo ministério de anjos, e alguns cristãos estavam dando um contra testemunho, como que tendentes a voltar para o judaísmo, porque como cristãos eles estavam sofrendo, por amor a Cristo. Então alguns judaizantes entraram no meio deles e falavam assim: sabe por que é que vocês estão sofrendo seus tolos? Porque vocês estão no caminho errado. Vocês estão confessando que é Deus esse homem que foi pregado no madeiro? Vocês estão dizendo que Ele é Deus? Deus é aquele que deu as leis para Moisés. Deus é aquele que fez aquele ritualismo maravilhoso do Tabernáculo. Aquele é o Deus, aquele é o nosso Jeová. Vocês estão confessando como Deus esse pobre carpinteiro, pregado em uma cruz? Esse é o seu Deus? É por isso que vocês estão sofrendo. Vocês estão no caminho errado. Os irmãos vejam a sutileza do diabo. Então alguns deles estavam sendo levados a dar um contra testemunho, negando a sua fé. O autor de Hebreus é bem firme com eles e no cap. 10 ele fala com eles. Se vocês ultrajarem o Espírito da graça, profanarem o sangue com o qual vocês foram santificados, que é o sangue de Cristo, não há nenhuma outra esperança para vocês. (Hebreus 10:29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?) Vocês não podem retornar. Então o livro de Hebreus tem uma palavra de encorajamento dizendo: assim como você vê aqui em Levítico 16, o corpo do animalzinho, do bode, aquele que lançava a sorte sobre dois bodes - um era para ser morto - e o novilho que foi oferecido por Arão, o novilho e o bode eram levados para fora do arraial - lembram da ordenação aí? Está escrito aí em Levítico 16. Os corpos deles, as peles, os excrementos, tudo o que não foi oferecido, o resto do animal todo era jogado fora do arraial. E fora do arraial era queimado. Por que? Porque o Senhor Jesus sofreu fora das portas de Jerusalém, no lugar onde se joga o lixo, porque isso é o que Ele foi considerado. O livro de Hebreus, lá no cap 13 diz assim: Saiamos a Cristo, fora do arraial, levando o seu vitupério. O arraial fala do judaísmo, aqueles que confessavam o judaísmo. O autor de hebreus fala assim: Hebreus 13:13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. (levando a sua vergonha) – porque sofrer por Cristo é privilégio. Toda essa figura do judaísmo fala sobre ele. Eles é que não viram que Ele é esse cordeiro que eles estão aí sacrificando, até hoje. Saiamos a ele, fora do arraial, levando a sua vergonha. Ele vai mostrar nesse livro de Hebreus que sofrer por Cristo é um privilégio. Ele diz assim: Hebreus 10:38 .......... Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. E etc. Todas as anotações desse livro. Por que é que esse livro de Hebreus é tão tremendo? Ele é tão singular no Novo Testamento. Porque ele vai trazer à luz toda a ordenação do velho Testamento, mostrando que Cristo é o fim, é o cumprimento de tudo aquilo que o Velho Testamento colocou como tipo, como símbolo. Então, para o autor de Hebreus, talvez Lucas, era um absurdo ver aqueles irmãos retidos por coisas tão pequenas, tão rasteiras, e por isso que ele fala no Hebreus 6:1 Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus. A imposição de mãos, ensino de batismo, arrependimento. Vamos crescer em Cristo, porque Ele é a plenitude. Esse livro maravilhoso de Hebreus faz isso, trás o livro de Levítico para a luz. Então os irmãos vejam, como eu falei, cada detalhe é rico. O detalhe do sábado, o detalhe do corpo do animal ter sido queimado fora o arraial, Cristo também sofreu fora das portas. O detalhe de somente Arão oficiar naquele dia, porque na cruz somente Cristo poderia realizar aquele trabalho de tal forma que satisfizesse plenamente a Deus, e nos reconciliasse com Deus, de uma forma perfeita. Ninguém mais podia fazer, porque todo homem é pecador e o sangue de um pecador não vale nada aos olhos de Deus. Somente o sangue do cordeiro sem defeito, sem mácula, o sangue de Cristo, como Pedro diz. E vejam que os detalhes são minuciosos e são perfeitos para simbolizar o que Cristo é. Irmãos. Tem muito mais do que isso. E vamos ver até onde poderemos prosseguir hoje. Vamos caminhar um pouco mais.

Observe no texto que nós lemos a partir do versículo 4, a cerimônia funciona assim: vamos tentar usar aqui a nossa mente para tentar visualizar, mentalmente, o que está acontecendo naquele dia. Por favor, tente prestar atenção. Primeiro que Arão era um pecador. Ele não podia fazer nenhum sacrifício aceitável a Deus. Então, por ele mesmo, ele precisava de um sacrifício. É o que está escrito aí, no verso 3, 4 e depois no verso 11, quando ele já está oferecendo o seu sacrifício. Levítico 16:11 Arão fará chegar o novilho da sua oferta pelo pecado (porque ele é pecador) e fará expiação por si e pela sua casa; imolará o novilho da sua oferta pelo pecado. Como que Arão pode ser aceitável a Deus? De jeito nenhum. Ele é um pecador. Ele vai oferecer sacrifício por ele mesmo primeiro e pela sua casa, diz o verso 11. Não é isso? Arão era uma figura importante no meio do povo. Era o sumo sacerdote. Não podia oferecer qualquer animal não. Era uma exigência de Deus que o sumo sacerdote oferecesse um novilho, um grande animal, um animal caro, um animal grande, porque era uma figura proeminente no meio do povo. Esses mesmos animais falam de Cristo. Arão deveria ter uma compreensão desses sacrifícios maior do que o povo. Então Arão deveria oferecer um novilho, um grande sacrifício, um grande animal, porque Arão era uma figura desse grande sumo sacerdote, que é Cristo. Então ele oferecia um novilho. Agora, antes dele começar a oficiar ele tinha primeiro que separar os animais. O novilho era para ele e para a casa dele. Um novilho. Para o povo, dois bodes, e um carneiro. Então os irmãos estão vendo aí quatro animais. Para Arão um novilho. Para o povo dois bodes e um carneiro. Esse carneiro do povo era oferecido como holocausto. O que é que significa holocausto? Sem entrar em muitos detalhes, os irmãos sabem que o holocausto significa aquela oferta em primeiro lugar é para Deus, para a satisfação de Deus, porque o resgate que Cristo pagou na cruz, não foi uma oferta para a satisfação do diabo. Existem algumas pessoas que compreendem a cruz assim erradamente. O sangue de Cristo não foi derramado para dar satisfação ao diabo, porque Cristo não deve nada ao diabo. O sangue de Cristo foi derramado para satisfação de Deus, da santidade de Deus, da justiça de Deus e da glória de Deus. Diabo não tem nada com essa história. Ele é só um usurpador. Então, Arão separava aqueles animaizinhos. Um novilho para ele e pela sua casa, depois o carneiro para holocausto do povo, significando que tudo é para Deus, para satisfação de Deus em primeiro lugar. Para o povo, além do carneiro ainda tinham dois bodes e a figura então de tantos animais vai mostrar aspectos tão lindos da obra de Cristo. O carneiro do povo, fala de Cristo na cruz se oferecer em primeiro lugar para Deus. Vocês sabem muito bem disso. Vocês sabem quando o Senhor estava na cruz, naqueles primeiras três horas, ele estava em uma comunhão perfeita de holocausto com o Pai. Ele estava em adoração ao Pai. Tudo o que Ele pronunciou, aquelas frases que Ele pronunciou nesse primeiro momento dessas três horas na cruz, falam dessa rica comunhão, falam que Ele estava ali para o Pai, pelo Pai, por causa da vontade do Pai. Tudo o que Ele queria era agradar ao Pai, satisfazer ao Pai. Ele sabia que dessa forma, Ele plenamente satisfaria ao Pai. Ele poderia conduzir, justamente, muitos filhos à glória. Então Ele é o holocausto. Carneiro para holocausto. Satisfação do Pai. Agora irmãos, no dia da Expiação, haviam dois bodes. E essa figura aí é muito bonita, porque em nenhum outro dia havia isso. Esses bodes aí são especiais para o dia da Expiação, porque se alguém quisesse oferecer uma oferta pelo pecado - preste atenção - em qualquer outro dia, levaria um animal só. Esse é o meu animal, porque eu pequei, e então eu sei que não vou ser perdoado simplesmente por Deus, e então esse animal inocente - simbolicamente – é oferecido em meu lugar. Fala de Cristo, como nossa redenção. Mas só um animal. Mas no dia da Expiação, era especial, porque era uma oferta pelo pecado, composta de dois animais. Muito interessante. Depois você vê os detalhes aí no cap 16. É uma oferta, colocada aí no singular. É “a” oferta pelo pecado. Mas ela tem dois animais. Um animal, propriamente dito, é a oferta pelo pecado, é o bode que caiu a sorte para ser oferecido para o Senhor como oferta pelo pecado. Aquele tipifica o pecado, os nossos pecados. Agora tem um outro animal aí, que passava por um destino aparentemente estranho. Ele não era morto. Devia morrer de fome lá no deserto, talvez, mas ele não era um animal a ser morto. Não era um animal a ter sangue oferecido. Isso faz desse dia, e dessa oferta algo muito singular. Aquele bode ficava vivo. Mas Arão, veja depois aí na narração, ele impunha as suas mãos sobre esse bode, e confessava todas as iniqüidades de todo o povo de Israel, porque ele era o representante, ele era o sumo sacerdote. Ele tinha essa autoridade. Ele confessava todas as iniqüidades sobre a cabeça do bode vivo e havia um homem separado especialmente para carregar esse bode, fora da vista de Deus e do povo. Esse bode era levado lá no deserto e solto lá. De tal forma esse bode estava imundo que esse homem quando voltasse, deveria banhar-se, trocar as suas vestes para que ele pudesse de novo entrar na comunhão do arraial.

Irmãos, o livro de Hebreus vai nos trazer, e nos vamos lá agora, vai nos trazer luz sobre toda essa simbologia, de uma forma muito linda. Vamos buscar alguns versículos específicos ali, para trazer luz sobre essa cerimônia de Levítico 16. Vamos lá. Primeiro vamos olhar o cap 7. Vamos ver o que significa Arão oferecendo aquele novilho por si e pela sua casa. Aqui a comparação é em nível de contraste. Não é uma analogia. É uma comparação em nível de contraste. O autor de Hebreus vai dizer que Cristo é algo que Arão nunca poderia ser. Então Arão tinha que oferecer um novilho por ele, porque ele pecador. Lá diz por si, e por sua casa. Agora olhem o cap. 7 de Hebreus, vamos ver a partir do verso 25 para termos o contexto. Olhem que texto mais rico nesse sentido. Está falando sobre Jesus. No verso 21, e 22, diz que Jesus é fiador de uma superior aliança. Não é isso? Agora olhem o verso 25. 25 Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele(Cristo) se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote. Lembra que eu disse para os irmãos que o único livro do Novo Testamento que usa a palavra Sumo Sacerdote é Hebreus? É um livro muito singular em muitos aspectos. Então, é ele quem trás à luz esse ministério do sumo sacerdote lá da lei. Então ele está dizendo que convinha, nos convinha um sumo sacerdote, assim como este. Como é este? Jesus. Aí ele vai dizer: santo, primeiro. Segundo, inculpável, ou sem mácula, o sentido é basicamente o mesmo. A frase que vem na frente aí, sem mácula, irrepreensível, separado dos pecadores. Olhe a diferença entre ele e Arão em mais um sentido. Arão entre dentre os pecadores. Mas Cristo não. Cristo é separado dos pecadores. Por que? Porque Ele nem mesmo Pai humano teve. Ele foi gerado o Logos eterno, Filho eterno, gerado de Deus. Se fez carne assumindo uma natureza humana no ventre de Maria. Corpo me formaste, diz o autor de Hebreus. O Senhor preparou um corpo humano integral, Espírito e alma, sentimentos, mente, vontade, um homem, como todo homem, mas, sem pecado. Então o livro de Hebreus diz: separado dos pecadores. Arão não era assim. Então veja que a comparação aí mostra um contraste e não uma similitude. Arão era um pecador, mas Cristo é separado dos pecadores. Arão tinha que oferecer um novilho por ele mesmo, e por sua casa, porque ele é um pecador. Mas e Cristo, ofereceu quem por ele mesmo? Ele é a própria oferta, porque Ele é perfeito. Não é? Separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus. Fala da dignidade Dele como filho de Deus. Esse sumo sacerdote não é apenas humano. Ele é mais alto do que os céus nele mesmo, e Ele foi feito mais alto do que os céus pela sua ressurreição. Ele ressuscitou como homem e foi entronizado, feito mais alto do que os céus. Nome está acima de todo nome. Olhe o verso 27. Vai trazer mais luz sobre esse fato de Arão e o seu novilho lá. Uma comparação mostrando diferenças, como eu falei e não semelhanças. 27 que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Isso era o que Arão tinha que fazer. Não só no dia da expiação mas todo o dia. Todo dia ele precisava fazer isso e no dia da Expiação, não era diferente. Ele não podia oficiar como um pecador. Ele tinha que oficiar tendo um sangue sobre ele mesmo, para que ele mesmo tivesse purificado. Então está dizendo no verso 27 que Jesus não tem necessidade como sumos sacerdotes tem, de oferecer todos os dias sacrifícios pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo, porque fez isso uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. E o contraste continua no verso 28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento. Mas que palavra que é essa? É aquela palavra profética lá do Salmo que se referindo a Cristo diz assim: Tu és sacerdote eterno, para sempre. Não segundo a ordem de Arão. O Senhor Jesus não tem nada a ver com Arão. Ele não é nem da tribo de Levi. O Senhor Jesus é da tribo de Judá. Ele não tem nada a ver com Arão. Então a palavra do juramento, se você for examinar aqui, se refere a essa expressão do salmo que diz: Tu és um sacerdote eterno, perene, segundo uma outra ordem - e não a ordem de Arão - a ordem de Melquisedeque. Então a palavra do juramento que foi posterior à lei constitui o Filho. Olhe essa expressão agora irmãos: perfeito para sempre. O Filho perfeito para sempre. Os irmãos vejam que aí é uma comparação por contraste. Arão oferecia sacrifício por ele. Cristo não ofereceu nenhum sacrifício por Ele, porque Ele é o perfeito sacrifício. Quando a gente olha aquelas cerimônias você tem que separar Arão e o animal. Cada um é um, mas os dois tipificam uma única pessoa que é Cristo. Cristo é o ofertante, aquele que fez a propiciação, e Cristo é a oferta. É aquele que é a propiciação. É o que o Novo Testamento vai nos dizer. Ele não só fez propiciação como Ele é a propiciação. Ele é o Arão e Ele é o animal. Todos tipificam Ele. Ele é ao mesmo tempo a oferta e o ofertante. Quem que Ele ofertou sendo o ofertante? Ofertou Ele mesmo, que é a oferta. Oferta e ofertante em uma mesma pessoa. Que coisa mais maravilhosa. Só Cristo poderia cumprir esses requisitos. A palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.

Agora, vamos em mais um texto para examinarmos aquele bode que era morto, e que o sangue dele era levado lá no propiciatório, assim como o novilho de Arão também era. Tanto o novilho de Arão, quanto o bode do povo, da oferta pelo pecado, o sangue deles tinha que ir lá para dentro, lá para o propiciatório. Vamos ver o livro de Hebreus de novo lançar luz sobre isso. Olhem lá. Capítulo 9 agora. Versículo 11. Se você ler com cuidado, nada precisa ser comentado. Olhem a clareza desse texto. O autor de Hebreus escrevendo sobre o Tabernáculo, como era o tabernáculo. Lá no versículo 8, fala sobre esse santo lugar se referindo a este lugar mais interior onde o Senhor habitava. No verso 5 ele fala sobre o propiciatório, os querubins da glória ali, um de cada lado. No 9, é um verso importante aí no cap 9, é isso uma parábola. Esse autor de Hebreus era corajoso, porque estava escrevendo para aqueles cristãos hebreus. Olhem o nome do livro. Hebreus. Ele está escrevendo como que dando aquela paulada final no judaísmo, dizendo assim: o que é que vocês vão escolher? Você vão escolher ficar brincando como crianças na sombra e nas figuras ou vão erguer os vossos olhos e prosseguir em direção à Cristo que é a realidade. Vão ficar na sombra ou vão para a luz? Vocês vão ficar tateando nas figurinhas e sombrazinhas, ou vão abraçar a realidade que é Cristo? Então ele fala no verso 9 assim: isso é uma parábola. O propiciatório é uma parábola. Querubins é uma parábola. O candelabro é uma parábola. O sangue é uma parábola. Tudo é uma parábola. Cristo é a realidade, a essência. É isso uma parábola para a época presente. E segundo essa se oferece assim dons, sacrifícios, sendo este no tocante à consciência, uma outra palavra importante nesse capítulo, ela vai aparecer de novo no verso 14 - consciência - e no tocante à consciência é ineficaz - veja como ele dá uma paulada no judaísmo – isso é ineficaz. Isso é sangue de bodes, isso é um altar do propiciatório, é uma figura, uma sombra, um tipo, um símbolo. É ineficaz para aperfeiçoar aquele que presta culto. Por que é que ele é ineficaz? Porque esse sangue não atinge a consciência. Essa palavrinha, essa idéia tão importante no capítulo 9. A gente vai ler de novo no verso 14. Então, os irmãos vejam o que é que ele faz no verso 1 a 10. Agora então ele entra no verso 11. 11 Quando, porém(olhe o contraste aí), veio Cristo. Quem é Cristo? É o sumo sacerdote – comparando com Arão, lá no dia da expiação. Ele é o sumo sacerdote do que? Uma palavra meio complicada na nossa tradução dos bens já realizados. Tradução para você entender melhor, do original grego. Significa que Cristo é um sumo sacerdote, dos bens ou das coisas que tem realidade. Esse é o sentido aí. Aí “dos bens já realizados” é uma frase um pouco confusa, como foi traduzida do original. O sentido do original é este que eu estou dizendo para os irmãos: Cristo é o sumo sacerdote das coisas que são reais. Arão era o sumo sacerdote das cosias que são simbólicas, das coisas que são tipos, das coisas que são sombras, mas Cristo é o sumo sacerdotes – aí diz dos bens já realizados – das coisas que são reais, que tem realidade. O que é que tem realidade? O pecado real. Deus real. Uma expiação real, uma consciência real. Não tipos, não símbolos. Então veja que contraste maravilhoso, esse versículo 11. Vamos prosseguir aí. Cristo então é o sumo sacerdote dos bens que tem realidade. E#lê veio, Cristo, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação. Tabernáculo. Outra expressão muito preciosa. Arão servia em um tabernáculo que era inferior. Aí diz maior e mais perfeito, porque aquilo que Arão servia era simbólico, natural. Esse aqui é maior e mais perfeito. Esse tabernáculo na Bíblia, se você for olhar os versículos todos, estudar, você vai ver que se refere a uma coisa só. A presença imediata de Deus. É uma linguagem figurada para falar da própria presença de Deus, o Tabernáculo de Deus, ou seja, a morada de Deus, a Shekina de Deus, a glória real de Deus, não aquela glória como se manifestava no Santo dos Santos, mas a glória real de Deus. Jesus não entrou no Santo dos Santos, literal e natural. Jesus não tem nada a ver com aquilo. O livro de Hebreus vai dizer que Jesus entrou no Santo dos Santos, real. Qual é o santo dos santos real? A presença de Deus. Isso é o que o autor de Hebreus vai dizer. Coisa tremenda irmãos. Por isso que ele fala em Hebreus 10:19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos. Qual? Temos que ir lá em Jerusalém, lá no Templo? É lá que nós vamos entrar? Como que nós entramos no Santo dos Santos? Pelo sangue de Jesus 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, Nós temos comunhão com Deus sem condenação, sem sermos fulminados, como filhos amados, adotados, ainda pecadores, mas cobertos. É um dos sentidos da palavra Expiação. Lindo sentido. Coberto. Palavra hebraica é “kapporeth”. Coberto. Se refere ao propiciatório. A palavra hebraica para propiciatório é kapporeth, cobertura. Nós fomos cobertos pelo precioso sangue e fomos recolhidos como filhos. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Irmãos. Se nós não absorvermos toda a realidade desse fundamento, nós estamos a ver navios. Nós poderemos ser facilmente agitados de um lado para o outro, como meninos, soprados por qualquer vento de doutrina, qualquer promessa de qualquer coisa. Se nós não estivermos firmemente assentados sobre esse fundamento da revelação de Deus que é a Expiação, nós vamos ter muitos problemas. Problemas na compreensão da palavra, na relação com Deus, problemas com a nossa consciência, problemas no trato com o pecado, problemas de todo o tipo. Vamos prosseguir um pouco, até o verso 14 do texto de Hebreus 9.

Cristo veio então mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, ou seja, Ele é um sumo sacerdote que vem de Deus, que vem do trono de Deus, da glória de Deus, vem da presença imediata de Deus, do maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos. Quem foi que ergueu este tabernáculo? Ninguém. Esse é um Tabernáculo de Deus. Está falando da realidade eterna, quer dizer, não desta criação. Tão claro o versículo. Agora olhe o verso 12, que vai lançar luz lá sobre o dia da expiação. 12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, Lembra do bodinho lá? Nem de bezerros. O bezerro é do Arão. O bode é do povo. Então ele está trazendo para a luz essa figura. Ele está falando que não é por meio de sangue de bodes como Arão oferecia pelo povo, nem de bezerro que Arão oferecia por ele mesmo, mas pelo seu próprio sangue. Ele entrou no santo dos santos. Olhe aí como é que ele faz analogia. Santos dos Santos terreno, com esse Santo dos Santos celestial, o trono de Deus, a presença de Deus. Ele entrou no Santo dos Santos uma vez. Arão entrava naquele quartinho que era só uma figura do Santo dos Santos e todo ano. Jesus entrou no Santo dos Santos real. Uma vez. Ele não tem de morrer de novo, não tem que se encarnar de novo. Então quando você escuta, que no culto, na reunião daquele que se chamam cristãos, um tipo de sacrifício é oferecido, e quando aquele sacrifício é oferecido, repete-se o sacrifício de Cristo. Isso é uma heresia. O sacrifício de Cristo não pode ser repetido. O sacrifício de Cristo não é repetido quando nós comemos o pão e tomamos o cálice. Isso é uma heresia, de um ramo do cristianismo. O sacrifício de Cristo não se repete. Nós não cremos em transubstanciação. Aquele pão não é o corpo de Cristo. Cristo se ofereceu uma única vez pelos pecadores. Está muito claro neste texto e Ele entrou na presença de Deus e quando nós celebramos a mesa do Senhor, nós, pela fé, tomamos esse elementos que são para nós simbólico, essa grande oferta eterna que Ele realizou ao Pai. Então os irmãos vejam que a compreensão disso não é uma coisa pequena. É uma coisa muito importante.

Martinho Lutero, ele próprio, errou com relação a esse assunto. Foi ele quem primeiro falou sobre a idéia de consubstanciação, o que no final, é a mesma coisa. Ele dizia que aquele pão e aquele cálice não são, não se transformam no corpo de Cristo. Não é a transubstanciação. É consubstanciação. No final é a mesma coisa. Ele está dizendo que quando nós oramos sobre aqueles elementos, abençoamos aqueles elementos, como se naqueles elementos então fossem incorporados algo de graça, algo de vitalidade, algo de realidade no que concerne ao corpo e ao sangue de Cristo. Consubstanciação. Isso não é uma verdade. Não há consubstanciação de nada. O pão é ainda o pão feito da farinha, e o vinho ainda é o vinho feito da uva. Por isso só tem valor para aqueles que tomam desse pão, tomam desse cálice, aqueles que crêem no Senhor Jesus, como seu eterno e suficiente salvador. Então tomam esse pão, bebem esse cálice pela fé. Graças a Deus. Não há transformação de nada, não há passo mágico, não há milagre, não há mágica, não há nada. Há apenas uma simbologia de algo eterno que foi feito de forma única, exclusiva, perfeita pelo Senhor Jesus na cruz. O versículo 12 então diz: 12 .........., uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados(isso aqui se refere a uma outra cerimônia lá de Números 19), os santificam, quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu (Ele é a oferta e Ele é o ofertante. Ele a Si mesmo se ofereceu. Ele é quem oferece e Ele é a oferta) sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência (olhe a palavrinha de novo aí. Apareceu lá no verso 9 dizendo que os sacrifícios do tabernáculo eram ineficazes para purificar a consciência e aqui no verso 14 diz que o sangue de Cristo purificará a nossa consciência) de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! O que é obra morta irmão? Obra morta é qualquer coisa que você faz para tentar obter aceitação da parte de Deus. Pode ser de entregar o seu próprio corpo para ser queimado, como mártir. Pode ser a coisa mais maravilhosa que você imaginar. Ofende terrivelmente a Deus, porque o sacrifício que o Filho fez é perfeito. Perfeito para sempre. Então obra morta é tudo o que você estiver tentando fazer na sua vida cristã para te tornar mais aceitável a Deus. São obras de malignidade. São obras mal cheirosas, que ofendem profundamente ao Senhor, entristecem o Espírito Santo, e afrontam a cruz, porque o que nós cristãos precisamos saber é que o nosso Cordeiro Pascal foi imolado e pelo seu único, singular, bendito, santo e precioso sangue, nós fomos totalmente aceitos, redimidos. Não há nenhum problema com relação à nossa aceitação. Nós podemos ter algum tipo de problema na nossa relação com Deus. Podemos pecar, podemos ofender o Espírito Santo, posso me desviar do caminho do Senhor. O Senhor vai falar comigo sobre isso, Ele é bondoso, Ele me disciplina, e vai até mesmo me corrigir. Muitas vezes vou sofrer por isso, mas como filho. Isso não muda nada essa relação estabelecida, se é que nós cremos que Ele é esse sacrifício. Agora, se nós não cremos, nós então vamos continuar tateando. Quem sabe vamos nos reunir, ler Bíblia, fazer boas obras, tentar até pregar para os outros, como uma maneira de sermos mais aceitáveis a Deus. E tudo isso é uma obra monstruosa aos olhos de Deus, lixo imundo, porque fomos aceitos exclusivamente pelo precioso sangue de Cristo e porque cremos que Ele é esse eterno substituto, nosso, diante de Deus. Então irmãos, que importante essa compreensão: “purificará a vossa consciência de obras mortas”. Você não tem que fazer e fazer e fazer melhor e tentar fazer maior, para ser aceito. Você já foi aceito. Por causa dessa tão grande aceitação você faz, porque foi aceito. Você faz porque adora, faz porque ama, faz porque é Dele. Então o versículo 14 é muito significativo. Purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo. Só podemos servir nessa condição de consciência. Com a consciência que está em paz pelo sangue de Cristo. Então nós podemos servir, do contrário, todo serviço é fogo estranho, obra morta. Cheira mal aos olhos de Deus, porque não é uma oferenda de Cristo. É uma oferenda das minhas obras, é uma oferenda do que eu posso fazer, uma oferenda do meu melhor. Isaías diz assim que o nosso melhor, nossas justiças, são para Ele como um trapo imundo. Essa é a nossa justiça. O melhor que há em nós, um trapo imundo. Como nós somos salvos? Irmão, me lembro que há algum tempo atrás, a primeira vez até hoje em todo esse tempo, caminhando com o Senhor, que ouvi uma pessoa ser tão direta comigo, uma pessoa a quem tenho muita consideração no Senhor, e ele ama a palavra, ele tem estudado a palavra, tem sido atraído por Cristo, de uma forma irresistível, mas ele milita em um meio religioso bastante forte, e uma vez conversando com essa pessoa, ele usando de toda a honestidade que é bem peculiar dele, ele disse assim para mim: Romeu. Diga uma coisa para mim. Quando eu leio a Bíblia eu vejo o Senhor valorizando boas obras de pessoas ao redor dele, como ele contou aquela parábola do bom samaritano, por exemplo, e etc. Agora, por mais que eu até hoje, tenha praticado minhas boas obras eu percebo que meu coração, a minha consciência ela não descansa em paz. Eu tenho um sentimento de que por melhor que eu entenda que eu estou fazendo, aquilo não está sendo adequado a Deus. E aí ele disse que queria me perguntar uma coisa. Antes disso ele disse assim: eu penso que seu passado tem algo de quarenta anos ou algo assim. Eu penso que se eu passar o resto da minha vida fazendo o melhor que eu posso, esse senso de insuficiência vai prosseguir em mim, em minha consciência. Então eu quero te fazer uma pergunta. Sendo assim, como que o homem pode ser salvo? Olhem a pergunta que ele fez? Olhe a honestidade dessa consciência diante de Deus. Se eu fiz até hoje nesses quarenta anos de vida, o melhor que eu pude, e tenho o senso de ineficiência, tem uma acusação em minha consciência, tenho um senso que Deus não está plenamente satisfeito comigo, e se eu fizer o resto da vida eu não vou chegar lá, e tenho então uma grande pergunta na minha vida. Como é que eu posso ser salvo? Que pergunta. Então irmão. Esse assunto já está resolvido no seu coração plenamente? Você vê o sangue da Expiação. Você tem segurança nele? Você sabe que nem morte, nem vida, nem anjos, nem poderes, nem principados, nem nudez, nem perigo, nem espada, vai te separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus? Você sabe que se você passar por sofrimentos como os hebreus estavam passando, a única coisa que pode te renovar é uma visão desse Cristo, sumo sacerdote eterno? Os hebreus estavam sofrendo perseguição, e sofrendo muito, tendente até a voltar ao judaísmo. O que é que foi que o autor de Hebreus falou? “Gente é o seguinte. Vocês viveram a vida cristã até agora, mas tem coisa nova, tem novidades por aí que vocês não sabem, muitas novidades. Eu vou falar sobre elas para encorajar vocês, para animar vocês”. Hoje o cristianismo anda assim, não é? Uma modinha daqui, outra modinha de lá. Novidade daqui, novidade de lá. Mas quando o autor de Hebreus escreveu para pessoas cansadas, tristes, algumas delas até tendentes a voltar para o judaísmo, joelhos trôpegos, mãos descaídas, como fala o capítulo 12(Hebreus 12:12 Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos) quando o autor de Hebreus vai procurar renovar essas pessoas ele não faz outra coisa, senão falar do mesmo Cristo, do sangue de Cristo, da Expiação de Cristo, desse Eterno Sumo Sacerdote, porque irmãos, a única coisa capaz de renovar os cristãos cansados, cristãos veteranos, cristãos desanimados, não é novidade, não é promessa de paz e prosperidade, não é barganha nenhuma com Deus. A única coisa capaz de renovar os cristãos, é uma visão renovada de Cristo, e é isso que o livro de Hebreus faz. Cristo, o nosso grande Sumo Sacerdote; Cristo, o seu sangue precioso; Cristo, pelo qual nós temos livre acesso ao Pai; Cristo que nos colocou em uma relação filial com o Pai de tal forma que, se sofremos, Ele é o Pai, que está em nós usando a sua mão disciplinar. Ele corrige e disciplina a quantos ama. Não é isso que nos fala o capítulo 12? Mas irmãos, vejam o que é que o livro de Hebreus faz. Não tem novidades, muito pelo contrário. No capítulo 13 ele nos fala: Hebreus 13:9 Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas. Então irmão que o Senhor lance luz para nós, para todos nós, mais luz sobre esse grande fundamento, esse alicerce da nossa confissão, chamado Expiação. Expiação ou propiciação. Nós temos que estar solidamente assentados nele, porque esse é o Evangelho que nós pregamos. Se uma pessoa fizesse para você a pergunta que fez para mim, como é que você responde? Se alguém perguntar para você, como é que eu posso ser salvo? O que é que você vai responder? Depende da visão que você tem de Cristo, do sangue de Cristo, da cruz de Cristo, não é? Na próxima Reunião se o Senhor permitir, para terminarmos esse assunto e prosseguirmos para o próximo alicerce, eu quero falar um pouco sobre essa palavra Propiciação, no Novo Testamento. Qual o significado dela. Em Romanos, Hebreus e 1ª João. Vamos orar.

Oh Pai, nos ajude a ver com mais clareza Senhor, essa tão grande salvação, que nós temos em Cristo Jesus o nosso Senhor, uma salvação inabalável, irretocável, perfeita. Senhor, abre os nossos olhos para que vejamos a Ti, o Filho, perfeito para sempre, para que vejamos um valor aos teus olhos Pai, do precioso sangue como de Cordeiro sem defeito e sem mácula, sangue de Cristo, e que sejamos encorajados a vivemos no Santo dos Santos da Tua presença, mantendo comunhão com o Senhor, porque o sangue de Jesus seu Filho, nos purifica de todo pecado. Muito obrigado Senhor, porque obtivemos essa salvação tão segura, tão firme. Abra os nossos olhos Senhor, porque queremos edificar as nossas casas sobre a rocha. Que o Senhor revele com mais clareza para nós, esse alicerce da Expiação, e gere em nós Senhor, esse espírito de gratidão, de adoração e culto a Ti, o Cordeiro que foi morto e que vive, pelos séculos dos séculos Amém.

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