28 julho, 2008

O ÚLTIMO ABISMO

O poema foi criação de uma alma juvenil confundida e repassada de problemas. "Trevas - diz o primeiro verso -, venham e levem-me ao abismo final aonde a dor e o ódio, a ira e a guerra, já não queimam mais."

QUANDO A DOR SETORNA INSUPORTÁVEL, QUANDO O DESESPERO NOS SUBMERGE, ESSE É O MOMENTO DE CLAMAR: "SENHOR, PRECISO DE Tl; POR FAVOR, AJUDA-ME!"
E continuando nesse mesmo tom, a poesia composta de versos duros termina desta maneira: "O amor passou a ser meu inimigo; a amizade transformou-se em zombaria, e a esperança na minha prisão." Assim concluiu Elisabeth Garrison, de dezasseis anos, o seu poema. A sua dor, expressa em verso, explica o crime que acabara de cometer: a morte da própria mãe.
A alma do poeta perturba-se com as emoções extremistas. Vê a vida com olhos penetrantes e reage de modo diferente ao comum dos mortais.
Elisabeth não se dava bem com a sua mãe. As duas nunca se haviam entendido, e aos dezasseis anos de idade, no meio do desespero, a filha assassinou a mãe. De imediato, no seu quarto, a jovem compôs esses versos, nos quais pedia para ser conduzida ao "abismo final aonde a dor cessa. Porque (e que expressão de uma menina de apenas dezasseis anos de idade!) o amor passou a ser meu inimigo; a amizade transformou-se em zombaria, e a esperança na minha prisão".
Perante isto interrogamo-nos: A que profundidade de dor e desespero terá chegado a pessoa que disse ser o amor o seu inimigo, e que rapidamente mata a familiar mais querida? Chegar a esse extremo é o mais desastroso que o ser humano pode alcançar. E, não obstante, muita gente tem caído nesse abismo.
Quando a dor se torna insuportável, quando o desespero nos submerge, esse é o momento de clamar: "Senhor, preciso de Ti; por favor, ajuda-me!"
O salmista David sofreu, também, momentos de angústia. Escutemos um dos seus clamores: "Senhor, meu Deus, em Ti confio; salva-me de todos os que me perseguem, e livra-me; para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre" (Salmo 7:1,2). Com essa ansiedade começa David o Salmo 7, porém termina-o com optimismo: "O meu escudo está com Deus, que salva os rectos de coração (...). Eu louvarei ao Senhor segundo a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor altíssimo" (versículos 10 e 17).
Aprendemos do salmista que sempre podemos encontrar refúgio em Deus. Quando tudo nesta vida nos consome, sempre fica Deus. Assim, busquemos o Senhor com toda a sinceridade; ele sempre nos responderá. Ponhamos a nossa confiança em Deus, pois o Senhor jamais nos defraudará.
Autor do Artigo ;
Hermano Pablo

1 comentário:

james disse...

A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo! Irmão Pedro Aurélio.

Deus o abençoe pela sublime visita ao nosso humilde blog...

Nosso Deus é maravilhoso e misericordioso, longânimo e piedoso, Deus do impossível, por isso, amado, lembre-se sempre das Palavras Sagradas de Jesus: "Credes em Deus, credes também em mim...".

Deus abençoe ricamente ao irmão e aos seus.

Fraternalmente.
James.