05 junho, 2008

RELIGIÕES

As religiões constituem esforços do ser humano para chegar a Deus, enquanto que o Cristianismo de Jesus (não adulterado) é o esforço de Deus para chegar aos homens e salvá-los da perdição eterna. As religiões têm o cunho humano, enquanto o Cristianismo tem a salvação de Deus. As religiões partem de baixo enquanto o Cristianismo vem de cima!
Mas, não será o Cristianismo considerado também uma religião? Com certeza, principalmente para fins estatísticos! E se é um Cristianismo adulterado, que já não merece exactamente esse nome, então assume a plenitude das características de uma religião como as outras.
As religiões não mandam fazer mal, embora muitos o façam em nome das mesmas. Infelizmente, até patrocinam as paradoxalmente designadas “guerras santas” para matar aqueles “infiéis” que não aderem às suas doutrinas. Matam em nome de Deus, convencidos de que estão a prestar um enorme serviço ao Senhor Omnipotente.
As religiões nada resolvem; nem mesmo a síntese de todas elas, como alguém pretendia. Em 1875 a Sociedade Teosófica de Elena Petrovna Hann Blavatsky apresentou-se como a síntese de todas as religiões, pretendendo condensar a “Quinta essência esotérica das religiões do Extremo Oriente”. Todavia, se as religiões constituem esforços dos homens, logo a síntese de todas elas, por mais que as consideremos, constituiria a síntese dos esforços humanos para chegar até ao Criador e não outra coisa mais avançada. Nunca se chega ao bom caminho anexando todas as más veredas. Além disso a luz não se mistura com as trevas e o caminho estreito e apertado, que conduz à vida, nada tem a ver com a espaçosa auto-estrada com diversas faixas de rodagem para as diferentes velocidades com que alguns viajam para a perdição.

Muitas vezes as pessoas falam de cor, dizendo bem ou mal de aspectos que não conhecem. Poderíamos convidar essas pessoas a estudar um pouco as diversas religiões, ver a parte positiva e negativa de cada uma e chegar à conclusão final. Não digo para executar um profundo estudo, porque isso levaria muito tempo, mas uma rápida análise para verificar aquilo que ali é oferecido.
Não vamos contestar se as religiões são boas, a nível terreno, se ensinam somente a fazer o bem, se é bom ter uma religião... Não! Vamos apenas perguntar o que é que elas oferecem para o futuro, para o além-túmulo! Serão apenas princípios éticos, festividades, moralidade, e espiritualidade para esta vida? Porém, se a pessoa está a morrer, com uma doença terminal, o que é que se lhe oferece? Qual a esperança? Qual a garantia? Quem se responsabiliza pelas afirmações religiosas? Quem responde por isso?
Depois de reunir um certo número de doutrinas, credos e religiões que prometem a felicidade eterna, investigo qual delas me merece maior credibilidade. Para isso analiso, pelo menos, duas pessoas: O fundador e o dirigente actual. Então perpassa diante de mim tudo o que o fundador disse, o que ele fez, o que provou e a maneira como fundou a dita religião ou doutrina. Quanto ao dirigente actual, analiso a sua maneira de proceder, o poder que tem e os seus objectivos pessoais.

No caso do Cristianismo o fundador é Jesus Cristo e o dirigente actual é o Espírito Santo. Jesus falou bem, muito melhor do que os outros fundadores de religiões, mas não ficou apenas pelas palavras. Ele demonstrou que era o Messias, prometido e enviado por Deus, cumprindo as profecias que acerca d’Ele estavam escritas. Jesus não só falou, mas executou milagres, prodígios e maravilhas (somente quando era necessário) que mais ninguém realizou! O Espírito Santo continua a dirigir a Igreja de Cristo em sintonia com o fundador. Tanto o fundador como o dirigente actual são Pessoas divinas que juntamente com o Pai Celestial perfazem a Santíssima Trindade do único Deus verdadeiro.
Não devemos escolher uma religião porque a mesma nos convém aqui neste planeta. Temos é de ver qual a real, verdadeira e que provas nos deu o seu iniciador. Muitas religiões são boas para nos ensinarem a viver na Terra; porém, eu preciso de algo que me conduza ao Céu! É verdade que eu gostaria de viver bem neste mundo, mas estou muito mais preocupado com o outro, com a eternidade. Em questão de tempo, não há comparação alguma entre os anos que eu passarei na Terra e os outros que passarei fora da mesma!
As doutrinas orientais são mais humanísticas do que deísticas e, portanto, nem sempre podem ser consideradas como religiões, propriamente ditas. Além disso são inclusivistas, isto é, o crente ou aderente poderá professar 3 ou 4 religiões, sem qualquer incompatibilidade; por exemplo, ser budista, taoista e confucionista ao mesmo tempo!
Vistas as coisas de uma maneira rápida, diremos que o Confucionismo e o Taoismo são sistemas éticos de conduta na terra. O Xintoísmo está ligado ao patriotismo, cultura e, sobretudo, festividades. Para os seus adeptos importa mais as festas do que os deuses venerados nas mesmas. A respeito do Hinduísmo, um ex-presidente da Índia afirmou que o mesmo era mais uma cultura do que um credo! Além disso, a maneira como o mesmo anexa ou absorve os outros credos é espantosa. O Hinduísmo faz-me lembrar a Nova Era; Ali há lugar para tudo e para todos!
Curiosamente, alguém disse que no final dos tempos só haveria lugar para duas religiões: Hinduísmo e Cristianismo. A primeira porque inclui todas as religiões e a segunda porque as exclui totalmente!
Poderá o Budismo ser considerado como uma religião ateia? Sobre isso há as mais diversas opiniões. O reitor da Universidade de Saigão, em 1967, assim como o rei da Tailândia, em 1970, disseram que o Budismo não era uma religião, pelo facto de vir de “baixo”, do homem e não ser proveniente de qualquer revelação de “cima”.
Afinal, o que é que nos resta? Tantos credos que não são considerados religiões! E não são religiões porquê? Por virem dos homens? Mas, não vieram todas as religiões dos homens? Não representam elas o esforço dos homens para chegar a Deus?
Infelizmente, as religiões, de um modo geral, estão mais preocupadas com preceitos de homens, interesses imediatos, posições de destaque terrenas e outros aspectos. De um lado os interesses terrenos em jogo e do outro o fanatismo religioso. Há ainda a considerar o lado humanista, onde se enquadram as religiões orientais.
O Dalai Lama do Tibete afirmou: “Poderia dizer que a religião é uma espécie de luxo. É muito bom praticar alguma, mas é evidente que poderemos passar sem ela. Em troca, sem as qualidades humanas fundamentais – o amor, a compaixão e a bondade não podemos sobreviver. A nossa paz e estabilidade mental dependem delas”. Parcialmente, concordo com o Dalai Lama. Aqui na Terra precisamos das qualidades humanas e dispensamos a religião. Todavia, não prescindimos da salvação porque esta destina-se à Eternidade!
As doutrinas e religiões existentes no mundo, na sua maioria, não fazem sentido. Porém, os seus seguidores não se preocupam com isso. Acham que a religião não tem de fazer sentido. Poderá ser um disparate, mas já foi assim no passado, os seus familiares aceitaram esses ensinos e as coisas são assim mesmo. No Catolicismo Romano passa-se um pouco isto, a exemplo de certas religiões orientais, no que se refere à transmissividade dos erros e paradoxos.
O Cristianismo bíblico faz sentido! Considero-me um pecador, com imperfeições e a necessitar de um Salvador, para pagar as minhas dívidas! Se me apresentam Alguém com crédito… para pagar os meus débitos… isso faz sentido! O Perfeito Jesus… morrendo na cruz para pagar os meus pecados… é algo que faz sentido e eu entendo muito bem!
Falamos de religiões orientais, mais humanísticas do que deísticas, e que muitos não as consideram religiões porque vieram de “baixo” e não através de qualquer revelação. Vejamos agora algumas religiões ocidentais, as tais vindas de “cima”. Começamos pelo Islamismo, que segundo Maomé, foi revelada pelo anjo Gabriel, cerca de seiscentos anos depois de Cristo. Ora, esse argumento é pobre porque um anjo é sempre inferior a Deus e se Deus esteve na Terra (o Emanuel é Deus connosco) nenhum anjo poderia desautorizá-Lo. O apóstolo Paulo escreveu: “Mas ainda que nós mesmos, ou um anjo do Céu, vos anuncie outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gal. 1:8).
Imaginando que Maomé recebeu mesmo uma revelação espiritual e que esse ser angélico era um anjo de Deus e não do Diabo, teríamos de rejeitar essa revelação porque Jesus Cristo é o Senhor de tudo, incluindo Gabriel e todos os anjos que permaneceram do lado de Deus. Deus esteve na Terra na Pessoa Bendita do Senhor Jesus Cristo!
Certamente que nenhum servo de Deus viria à Terra desautorizar ou desmentir o seu Senhor, com outro tipo de evangelho. Aliás, os anjos não pregam o Evangelho. Os demónios… sim, esses é que pregam a mentira, anti-evangélica!
Consideramos ainda o Judaísmo, uma religião vinda de cima e revelada por Deus. Todavia, a comunicação de Deus a Abraão, e depois a Moisés, era no sentido transitório de preparar uma nação depositária das verdades fundamentais para mais tarde receber o Messias, o Salvador. Os holocaustos e outros sacrifícios com animais, incluindo o cordeiro da Páscoa, não eram mais do que símbolos do que iria acontecer mais tarde com o Filho de Deus. Ao contrário do que pensam muitos judeus, todos aqueles rituais funcionariam apenas como indicação e preparação do que iria acontecer muito mais tarde.
Não podemos confundir o simbolismo com a realidade. Jesus veio, cumpriu tudo o que acerca d’Ele estava escrito. Portanto, rompeu o Velho Concerto, substituindo-o por um Novo Pacto. Infelizmente, a maioria dos judeus ficou agarrada ao simbolismo preparatório, continuando ainda à espera do Messias!
A Bíblia é clara acerca da preparação da vinda do Redentor e depois na descrição desse mesmo Redentor. A Bíblia é um Livro único, o Livro por excelência. Nada tem a ver com “Os Vedas”, “Bhagavad-Gita”, “Upanishadas” e “Puranas” do Hinduismo, nem com o “Adi Granth” do Siquismo, nem com o “Tao-te-Ching” do Taioísmo, nem com “As Analectas” e “O Livro de Mêncio” do Confucionismo, nem o “Kijki” e “Nihongi” do Xintoísmo, nem com “Al Corão” do Islamismo, embora este último registe vários acontecimentos narrados na Bíblia.
A Bíblia destaca-se dos livros ditos sagrados pela ausência de absurdos, dos históricos por conter apenas a verdade e dos científicos por estar cada vez mais actualizada. Sim, cada vez que se cumprem as profecias bíblicas a Bíblia fica mais actualizada porque as profecias estão escritas como se de resumos históricos se tratassem.
Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Mas a Verdade única que nada tem a ver com as designadas “Quatro Verdades Nobres” do Budismo. Jesus é o Verdadeiro Caminho que nada tem a ver com o “Óctuplo Caminho” de Buda. As “Quatro Verdades Nobres” e o “Nobre Caminho Óctuplo” constituem apenas uma boa ética. Mas... de onde virá a força para cumprir essa ética? Jesus Cristo oferece-nos o poder para vivermos uma vida triunfante enquanto aqui estivermos.
Tenho aqui diante de mim várias máximas de Confúcio. Conclusões fantásticas da vida terrena. Diria até que essas máximas se aproximam do livro bíblico de Provérbios. Porém, verifico com tristeza que essas boas máximas para a vida terrena não me indicam o caminho para a Eternidade! Igualmente, alguns dos dez preceitos do Budismo são semelhantes aos “Dez Mandamentos da Bíblia, mas não garantem coisa alguma! Para os budistas o valor mais elevado é o “Nirvana”. Para o cristão esse valor é Deus.
Depois de estudar muitas religiões, e com o devido respeito pelas pessoas que as praticam, devo dizer que o Cristianismo, como Jesus no-lo ensinou, nada tem a ver com as mesmas. As religiões podem ser boas, mas ser salvo é outra coisa!
O facto de haver muitas religiões não significa que não haja um caminho certo. Do mesmo modo, a existência de inúmeros deuses mitológicos não invalida a existência de um Deus verdadeiro! Antes pelo contrário, esta procura incessante revela que o Criador colocou um vazio espiritual em cada humano que só pode ser preenchido por Ele próprio!
Todas as religiões possuem os seus maus seguidores e é verdade que onde mais se nota a falsidade é no Cristianismo. Porquê? É que os erros mal se notam onde tudo está errado. Além disso o príncipe das trevas está mais interessado em tentar aqueles que enveredam pela doutrina certa.
Para que é que as pessoas querem uma religião? Uma questão de luxo, como afirma o Dalai Lama? Para mim interessa-me a salvação e essa somente é obtida em Cristo Jesus. É que não há salvos sem o Salvador!

Autor do Artigo;

Agostinho Soares

4 comentários:

Oliveira disse...

Caro colega

Gostei da reflexão.
Principalmente da parte que me faz lembrar que tenho um Salvador, e que portanto não preciso me esforçar então para ser salvo.
Me esforçarei para lhe dar acções de graças e de louvor, mas Salvador já tenho um que fez tudo.

Parabéns pelo texto.
Um abraço.

Maria João disse...

Tenho pensado várias vezes nisto. A religião é importante, no entender, para vivermos a vida cristã em comunidade, como Jesus nos pede e para recebermos os sacramentos. Mas, constituída por homens e mulheres imperfeitas, também erra. O melhor é fazer como Jesus. Era judeu, mas só seguia os princípios do judaísmo naquilo que estava de acordo com o Pai. Se algo estava mal, Ele dizia que estava mal. O importante é não esquecer que o Pai é que está à frente. Jesus é que é o templo. beijos em Cristo

Lira de Terpsichore disse...

Boa Maria João!
Estou de acordo!!!
Como Jesus.
E muito teimosos em relação à humanidade.

E quanto às autoridades religiosas, meu Deus, nem se fala! Plenamente rebelde! Amo demasiado a Deus para poder aceitar a falsidade.

EBQRECIFE disse...

Olá Pedro Aurélio,
Paz!
Parabéns pela postagem.
Que Deus continue te abençoando.

Celson Coelho
http://ebqrecife.blogspot.com/