13 junho, 2008

Pergunta nº 73

Os muçulmanos adoram o mesmo Deus dos cristãos?

Resposta:
O que eu posso dizer, e sem grande dificuldade, é que o Deus dos cristãos é o mesmo dos judeus, quer estes acreditem ou não. Agora, quanto aos muçulmanos... já é mais difícil e as opiniões divergem.
Acredito que Maomé haja tido contactos com judeus e cristãos e, em face disso, tenha tentado adaptar esse monoteísmo ao povo árabe. O livro que ele escreveu, “Al Corão”, fala de Abraão, do que Deus lhe disse, assim como de várias outras passagens bíblicas. Aliás, o Antigo Testamento parece constituir a base da Teologia Islâmica, embora aqui se registe algumas falhas ou erros. Por exemplo, no que se refere à Criação, diz o Corão que Deus criou o homem a partir de um coágulo de sangue, quando a Bíblia regista a operação divina a partir do barro ou pó da terra.

Afirma-se que Maomé escolheu um dos deuses da sociedade politeísta da época, eliminando todos os outros; destruiu todos os ídolos, excepto a pedra negra. Estará isto correcto? Seria esse o Deus verdadeiro? Se, por analogia, na sociedade grega antiga eu escolhesse Zeus (pai de todos os deuses) e eliminasse todos os outros, passaria a ter o Deus verdadeiro?

Na mesquita de Omar, em Jerusalém, estão registadas mais ou menos as seguintes palavras: “Cremos no deus uno e único verdadeiro que não precisou de nenhum filho na sua solidão”. Ora, o Deus dos cristãos é realmente grande, mas tem um Filho unigénito, Jesus Cristo, que foi dado à Humanidade para a salvar. Aliás, todas as pessoas salvas passam também a ser filhos de Deus por adopção.
Os Islamismo é uma das grandes religiões mundiais; a mais recente a nível mundial e a única que se desenvolveu a esse nível depois do Cristianismo. A palavra “Islão” significa “submissão à vontade de Deus”. O seu fundador foi Maomé, depois de ter vários contactos com cristãos e judeus, para além de outras experiências.
Maomé nasceu em Meca 570 anos d. C. e era neto do governador. Ficou órfão com poucos anos de idade e os seus tutores fizeram-no condutor de camelos e mercador. Um monge que o encontrou através da Síria, iniciou-o no conhecimento do Cristianismo. Mais tarde casou com a viuva de um rico mercador e tornou-se proprietário de considerável fortuna.

Já com 40 anos de idade, Maomé dedicou-se à religião. Esteve isolado no Monte Herat junto de Meca. Passado algum tempo deixou a solidão e regressou à cidade completamente transformado, afirmando que lhe aparecera o anjo Gabriel, o qual lhe revelara a existência de um Deus único e verdadeiro (Allá) de cujo poder o encarregara de dar testemunho.

A pregação de Maomé suscitou o ódio dos árabes que viviam dos rendimentos da “Caaba”. Esta “Caaba” ainda é um edifício cúbico existente em Meca (santuário
principal do Islamismo) onde se encontra a pedra negra que os muçulmanos crêem ter caído do Céu.
Nessa altura surgiram protestos dos habitantes da Meca e Maomé foi condenado à morte. Entretanto ele retirou-se para a cidade de Iatreb que o recebeu com simpatia, razão porque lhe mudou o nome para Medina que significa “Cidade do Profeta”.

Como a comunidade judaica existente em Medina não aceitasse o novo profeta, Maomé introduziu uma alteração nas suas ideias: As orações deixariam de ser dirigidas em direcção a Jerusalém, mas sim em direcção a Meca.

A fuga para Medina, ou “Hégira” em árabe, marca o primeiro dia da era muçulmana (16 de Julho de 622). Nessa cidade, Maomé levantou um exército, tomou o seu comando e atacou Meca que finalmente foi conquistada em 630 d. C. Por aqui se vêem os seus métodos de “evangelização”.

Com a vitória, Maomé congregou ao seu redor todas as tribos árabes, umas arrastadas pela nova crença e outras conquistadas à força. Fez dos árabes um só povo com uma só fé - Islamismo ou religião muçulmana. Maomé fez no campo religioso, político e militar o que mais tarde faria Lawrence da Arábia na Primeira Guerra Mundial (somente no campo militar) unindo os árabes, desta vez contra os turcos.

Maomé iniciou a chamada “guerra santa” (jihâd) que ainda hoje existe entre os muçulmanos, pelo menos contra Irael (exemplo dos grupos extremistas como “Hamas” e “Hezbolah”), embora eles também se matem uns aos outros de vez em quando. Santidade é sinónimo de paz ou antónimo de guerra. O termo “guerra santa” constitui um dos maiores paradoxos de toda a História. Porém, os califas (vigários do profeta), seus sucessores, continuaram essa guerra que de santa nada possuía. Estavam habituados a conquistar os árabes pela espada e assim continuaram a conquistar territórios, formando um império que se estendeu da Índia à Península Ibérica, incluindo o norte de África.

Seria uma boa doutrina? Então para quê usar as armas? Por que não enviar missionários como haviam feito anteriormente os cristãos? Enquanto estes estavam dispostos a morrer por amor a Jesus, os muçulmanos estavam dispostos a matar para impor a sua fé. Sinceramente, não conheço outra religião que tenha usado a espada desde o princípio até aos tempos actuais. Por isso se diz que o Islamismo é a religião do ódio. Os católicos também usaram a espada durante um certo período, mas não foi no princípio da fé nem nos tempos actuais, como fizeram e fazem os muçulmanos.

“Al Corão” significa “O Corão” ou “A Recitação”, que contém 114 capítulos, ou Suras. Alguns dos preceitos de “Al Alcorão” são os seguintes: Rezar cinco vezes por dia, voltados para Meca, lavagem dos pés e das mãos antes da oração, jejum de 30 dias em cada ano (Ramadão, de onde os católicos copiaram a Quaresma) e peregrinação a Meca de todos os muçulmanos, pelo menos uma vez na vida.
O Islamismo não é apenas um religião, mas abrange uma perspectiva total do mundo. Não é uma decisão pessoal, mas envolve todos os aspectos da vida da pessoa. Inclui o modo como se veste, como se come, como se faz política, como se conversa; inclui hábitos diários, maneiras de orar, vida social, económica e associações familiares.

Convidar um muçulmano para se tornar cristão talvez signifique que estamos a pedir-lhe para se tornar “ocidental”, passando a comer carne de porco, beber vinho ou a envolver-se numa sociedade imoral. Aliás, certos países islâmicos apresentam televisivamente (e não só) toda a criminalidade ocidental como sendo praticada por cristãos genuínos. Dizer que no Ocidente todos os criminosos são cristãos, é a mais nefasta propaganda islâmica. Os dirigentes desses países e dessa religião ignoram (ou fazem de conta) que aqui no Ocidente existe liberdade de cada um ter a sua religião ou não ter nenhuma.

Alguns dos grandes crimes cometidos no Ocidente são praticados por árabes muçulmanos. Seja aviões que explodem, assassínios premeditados ou destruição de grandes centros comerciais, ficam a dever-se, em grande parte a grupos extremistas islâmicos que pretendem aniquilar Israel e prejudicar aqueles que o apoiam ou, pelo menos, não o hostilizem. É caso para perguntar: Que dirão esses governos e a imprensa islâmicos acerca dessas sabotagens? Que foi em prol de uma justa causa?

No Ocidente qualquer pessoa tem liberdade para se tornar muçulmano. Todavia, para um muçulmano vir a Cristo, isso pode significar a perda da família ou até da própria vida; depende do país onde estiver.

Apesar de ser muito cuidadoso quanto à alimentação e higiene pré-devocional, o Islamismo (e o Corão) prevê a posse de mais do que uma esposa, até ao limite de quatro, se o marido puder sustentá-las. Curiosamente, enquanto as mulheres têm de casar com muçulmanos, os homens poderão casar com judias ou cristãs, mas nunca com pagãs. Aqui está a explicação para o facto de Yasser Arafat haver casado com uma (cristã) ortodoxa.
O paraíso, para os muçulmanos, será um lugar aprazível, com coisas boas, incluindo muitas mulheres. Paradoxalmente, as mulheres não têm alma e por isso não vão para esse paraíso, como eles afirmam. Alguma coisa está errado neste raciocínio.

O mensageiro que Maomé identificou como o anjo Gabriel, ter-lhe-ia dito: “Lê em nome do teu senhor que criou e fez nascer o homem de um coágulo de sangue; lê porque o teu senhor é misericordioso que ensina pela pena, que ensina ao homem o que ele não sabe” (Al Corão, sura XCVI). Este coágulo de sangue é um erro, segundo a Bíblia, e não podemos aceitar que algum mensageiro de Deus se enganasse desta maneira.
Existem muitas opiniões acerca da profecia de Maomé. Muir julga que ele sofreu realmente influência demoníaca (1). Outros afirmam que ele era um impostor. A tradição afirma expressamente que Maomé, aquando das revelações, e em diferentes momentos posteriores, manifestou sintomas de excitação nervosa e teve verdadeiros acessos (1) segundo Chantepie dela Saussaye. Weil conclui que Maomé era epiléptico, objectando que os epilépticos nunca conservam recordações dos seus acessos. Sprenger esforçou-se por provar que a doença de Maomé era uma forma de histerismo.
Muitas teorias poderão ainda levantar-se. A minha opinião é a de que Maomé seria um homem inteligente, com capacidade e um bom estratega. Não excluo a hipótese de algo pertencente ao mundo espiritual haver comunicado com ele. Porém, o facto de relegar Jesus Cristo para um segundo plano, considerando-se o maior, constitui um dos seus maiores erros.

Sem entrar em linha de conta com a experiência que Maomé afirmou ter tido com o mensageiro ou de quem seria esse personagem, é muito importante analisar a situação presente, colocando-se as seguintes perguntas: Adorarão os muçulmanos o Deus dos cristãos? Terão eles a salvação? A Bíblia é muito clara, mesmo no Antigo Testamento. Por exemplo, no livro de Salmos: “Beijai o Filho, para que não Se ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a Sua ira; bem-aventurados todos aqueles que n Ele confiam” (Sal. 2:12).
Não há pessoas salvas sem o Salvador. Poderão adorar o deus que quiserem, mas sem o Filho não há vida eterna. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36), são palavras da Bíblia que devemos considerar acima de todos os monoteísmos e politeísmos existentes à face da Terra e de todos os profetas, falsos ou verdadeiros, que passaram por aqui.
(1) - Chantepie de la Saussaye, História das Religiões”, II Vol., Circ. Leitores, 1979, pg. 13


Autor do texto bíblico

Agostinho Soares

4 comentários:

Daniel Languila disse...

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pedro aurelio disse...

paz do sr .
Esse livro e baciado em que ?????????????

Daniel Languila disse...

totalmente na bíblia sagrada :)

pedro aurelio disse...

ok Obrigada pela explicação.