10 maio, 2008

A DOUTRINA DA TRIUNIDADE. A EXISTÊNCIATRIÚNA DE DEUS.

DEUS E UM NA SUA ESSÊNCIA E NO SEU SER. MAS EM DEUS HÁ TRÊS PESSOAS E CADA UMA É DIVINA
A ESSÊNCIA DA DIVINDADE E UMA SÓ. ASSIM COMO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE É UMA.
Entende-se por TRIUNIDADE não o modo de Deus revelar-se em três Pessoas, e sim o Seu modo de existir em três Pessoas. A Trindade refere-se à revelação de Deus, ao passo que a Triunidade refere-se à existência de Deus. Deus é Triuno quanto à Sua existência. E, como já notámos, o modo de existência de Deus serve de base à Sua maneira de revelar-se; ou, em outras palavras, a Triunidade é a base da Trindade.
Infelizmente não temos a Triunidade de Deus tão claramente revelada na Bíblia como temos a Trindade. Podemos, porém, encontrar o suficiente para justificar-nos e dizer alguma coisa sobre a Triunidade na revelação. Já dissemos diversas vezes, e agora repetimos, que a Bíblia não é um livro de filosofia, e sim um livro religioso e prático. Não é de esperar-se, pois, que nela se encontrem explicações de assuntos filosóficos e metafísicos. Não obstante, não estamos totalmente sem fundamento bíblico para o estudo que ora empreendemos. Ainda que a Bíblia não explique a Triunidade, esta doutrina se acha claramente revelada nela. Mas para prová-lo é necessário que consideremos toda a revelação, e não somente uma parte. Iniciemos, pois, o estudo sobre a Triunidade de Deus considerando o que nos ensina o Velho Testamento.
NO ANTIGO TESTAMENTO.
Se bem que não encontremos no Velho Testamento ensinos claros sobre o assunto, temos, contudo, muitas passagens que nos fornecem algumas sugestões. Ei-las:
1) No hebraico, as referências a Deus, ainda quando no singular, trazem, às vezes, o verbo no plural.
2)Deus usa o pronome no plural quando falando de Si mesmo (Gn 1.26; 11.7; Is 6.8).
3)Jeová distingue-se de Jeová (Gn 19.24). Não devemos, contudo, considerar estas passagens mais do que simples sugestões.
4)Um Filho atribuído a Jeová (SI 2.7; Pv 30.4).
5)O Espírito de Deus é distinguido de Deus (Gn 1.2; Is 48.16).
6)Como se pode constatar, temos nestas passagens - Is 6.3; Nm 6.24-26 -, sugestões do modo triuno da existência de Deus. Não nos devemos esquecer que a ideia principal do Velho Testamento é a unidade de Deus. E, não obstante, temos ainda sugestões de que Ele é também um em três e três em um.
NO NOVO TESTAMENTO.
No Novo Testamento os ensinamentos sobre esta doutrina são mais claros. Aqui a Triunidade de Deus fica claramente provada e estabelecida. Podemos agrupar as passagens que se referem a este assunto em três classes.
1) As passagens que ensinam que Jesus e o Pai são um. Como logo se verifica, estas passagens revelam que o modo de existência de Deus não é simples (Jo 17.21-23).
2)As passagens que apresentaria a bênção apostólica em nome das três Pessoas da Trindade (II Ct 13.13).
3)A fórmula do baptismo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, encontrada em Mateus 28:19.
ATRIUNIDADE DE DEUS NA BÍBLIA TODA.
1. Como já vimos a ideia principal de Deus no Velho Testamento é a Sua unidade. Esta verdade é ali assaz enfatizada, e tão fortemente se gravou no espírito do povo judeu, que até hoje lhe é difícil crer na deidade de Jesus Cristo. O povo judeu actualmente é essencialmente monoteísta. Há duas razões por que esta verdade foi de modo tal acentuada no Velho Testamento.
A primeira razão é que este era o meio de preservar aquela nação escolhida do politeísmo que prevalecia nas nações vizinhas. Corno não ignoramos, os israelitas viviam entre povos idólatras e para evitar que eles se contaminassem com a influência prejudicial dos pagãos, a Deus aprouve gravar, bem fundo na alma e no sentimento do povo judeu, a crença num só Deus.
A segunda razão é que a revelação parte sempre do mais simples para o mais complexo. Deus sabia que era mais fácil revelar a Unidade e depois a Triunidade, do que começar pela revelação da Triunidade.
2. No Novo Testamento, porém, a Triunidade está mais claramente revelada, porque, além de muitas passagens que revelam a Trindade, isto é, a tríplice manifestação de Deus, há também as que revelam o Seu modo triuno de existir. A Triunidade, então, está revelada plenamente no Novo Testamento afim de completar a revelação já começada no Velho Testamento, e também para aperfeiçoar o plano de salvação. Quando consideramos o estado de perplexidade de Jó, vemos, mais claramente, a grande necessidade que havia de completar a revelação acerca da natureza de Deus. Jó cria na existência de um só Deus, mas este Deus se achava tão elevado e distanciado que não era possível haver comunicação entre os dois. E Jó exclama: "Ah quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu intento é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro" (Jó 31-35).
3. Quando reunimos o que temos no Velho Testamento ao que achamos no Novo sobre a Triunidade de Deus, essa doutrina fica claramente estabelecida. Sem duvida alguma, não tão clara como a da Trindade, porque, como já observámos, o problema da Triunidade é muito mais difícil. Mas, das considerações que fizemos sobre o assunto, conclui-se que as Escrituras ensinam a Triunidade de Deus; isto é, que DEUS É TRÊS EM UM.
Do exame que fizemos das Escrituras, tanto sobre o modo da existência de Deus, como sobre o modo de Ele revelar-se, depreende-se que elas ensinam tanto a doutrina da Triunidade como a da Trindade. Não pode restar duvida alguma a este respeito. A doutrina da Trindade é mais facilmente compreendida porque consta da tríplice manifestação de Deus ao homem; ao passo que a da Triunidade, somos obrigados a confessá-lo, permanece sob certo mistério. Compreender a maneira de Deus existir, três em um e um em três, é realmente um problema difícil. Ninguém jamais conseguiu compreender perfeitamente e explicar com clareza a Triunidade de Deus. Ao discutir o assunto não tentaremos, portanto, resolvê-lo; mas daremos, simplesmente, algumas sugestões que talvez nos sirvam de fundamento para uma melhor compreensão da existência de Deus.
4.O problema que se nos depara é o seguinte: Deus é um na Sua essência e no Seu ser. Mas em Deus há três Pessoas e cada uma é divina. Como havemos de pensar satisfatoriamente sobre este ponto? Aproximemo-nos do assunto do seguinte modo:
5.Perguntemos: quais são as inferências que tiramos da humanidade? As nossas inferências a respeito são as seguintes:
(1) A essência da humanidade é uma só. A raça humana toda é uma unidade. Deus não criou diversas raças humanas. "De um sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra..." (Actos
(2)A raça humana compõe-se de muitas unidades. A segunda inferência que tiramos do nosso estudo é que a raça humana se compõe de muitas unidades; isto é, de indivíduos. Há actualmente no mundo cerca de seis biliões de pessoas. Por isso, se bem que a essência da humanidade seja uma, ela consiste de muitas unidades.
(3)A unidade humana não é simples, mas dupla. Isto se depreende claramente da revelação de Deus nas Escrituras. Em Gn 2:18 temos: "E disse o Senhor: não é bom que o homem esteja só", indicando assim que a unidade individual não era completa em si mesmo. E no verso 24 do mesmo capitulo: "Portanto, deixará o varão seu pai e sua mãe, e apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma carne." Vemos a mesma ideia de unidade humana em Génesis 1:27: "E criou o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou: macho e fêmea os criou".
(4)O homem genérico é, pois, uma unidade perfeita, e consta de dois em um. Concluímos pois que a unidade humana é uma unidade dupla, composta do homem e da mulher.
(5)Concluímos, pois, que a mulher é tão humana quanto o homem.
(6)E da mesma maneira que o homem é tão humano quanto a mulher.
Vê-se daí que o homem genérico existe em dualidade, e que esta unidade dupla que o caracteriza é a perfeita unidade humana quanto à Divindade. São as seguintes: (1) A essência da Divindade é uma só. Assim como a essência da humanidade é uma.
(2) A Divindade compõe-se de muitos seres.
(3 )Deus no sentido genérico é uma unidade absolutamente perfeita e existe três em um. A unidade humana sendo dupla não pode ser perfeita, não pode ser a mais elevada, porque a sua constituição reclama alguma coisa mais. É na tríplice unidade divina que temos a unidade perfeita, mas esta é uma unidade triuna. E assim chegamos a algumas conclusões, a saber:
a.O Filho é tão divino como o Pai.
b.O Pai é tão divino como o Filho.
E o Espírito Santo é tão
c. e como o divino como o Pai Filho.
7. Passemos a considerar as nossas deduções a respeito da divindade.
(1) A forma mais perfeita e mais elevada da unidade é mantida: esta é a unidade de Deus: Deus é Um.
(2) Também se guardam distintas as Pessoas que constituem a Trindade de Deus.
(3)Ainda mais, garante-se a Divindade de cada uma destas Pessoas: o Filho é tão divino
Como o pai.
Autor do Artigo;
Dinis Rodrigues

2 comentários:

Anónimo disse...

Vai trabalhar malandro.

Pedro Aurelio disse...

Caro amigo estou a trabalhar para a obra de Deus que Deus lhe perdoe esta insinuação .